Passista dispensada pela Unidos da Tijuca aceita o convite e vai desfilar na Mocidade

Teve um final feliz o caso envolvendo a passista Janaína Lima, que foi dispensada da Unidos da Tijuca depois de postar um vídeo dançando com o pavilhão da escola no intervalo de um show. A jovem vai desfilar como semi-destaque da Mocidade Independente de Padre Miguel na terceira alegoria. Após ler a matéria com a passista no site CARNAVALESCO, a esposa do vice-presidente Rodrigo Pacheco, Cíntia Abreu, entrou em contato com a passista. O convite foi aceito e Janaína foi ao barracão, na tarde desta quinta-feira, conhecer o lugar onde virá no desfile da verde e branca.

janna_mocidadeO vice-presidente da Mocidade, Rodrigo Pacheco, ofereceu três opções para Janaína desfilar. A moça optou por ser semi-destaque na terceira alegoria do desfile e acabou recusando uma vaga mais nobre, que seria no abre-alas da escola, por considerar a posição muito alta. Pacheco comentou o episódio e festejou o final feliz.

– Não cabe a nenhum de nós o juízo de valor. Esse caso já foi amplamente debatido esses dias nas redes sociais e agora vamos receber a Janaína aqui na nossa escola, a fantasia dela é bastante bonita e deixo claro que ela não vai pagar um vintém, é nossa convidada. Vamos dar um desfecho feliz a esse lamentável incidente – disse Pacheco.

Cíntia Abreu foi quem fez o convite para moça. Estudante de Direito, ela lamenta o apedrejamento sofrido pela jovem passista e explicou ao CARNAVALESCO que a intenção embutida nesse convite é a de tirar o efeito de punição ao erro cometido.

– Percebe-se que ela é realmente uma menina, demonstrando ingenuidade, inclusive, com tamanho de roupa e altura de queijo, já que está acostumada com o chão. Mesmo tendo como opção um semi-destaque no abre-alas, escolheu a que se sentiria melhor, mesmo sendo a mais simples das quatro roupas apresentadas. O intuito de convidar a Janna foi pra amenizar o sentido de “punição”. Ela participou de um projeto no qual se dedicou. Errou e reconheceu. Ela foi exposta e crucificada por pessoas que erram todos os dias, mas de modos diferentes. Tomou essa proporção por ela ser mulher e passista. O pavilhão merece respeito? Óbvio. Mas a festa mais democrática do mundo merece muito mais. O carnaval é e sempre será a maior festa do povo, e preconceito nenhum pode ter vez – disse.

Janna conversou com nossa reportagem sobre o desfecho feliz de um caso triste para ela e agradeceu a genorisade vinda da Mocidade Independente de Padre Miguel.

– Eu agradeço demais esse carinho de todos da Mocidade comigo, aliás, esse episódio tem servido para mostrar como o samba pode ser solidário. Os passistas de várias escolas vieram me prestar solidariedade. Como falei eu reconheci meu erro, aprendi com essa falha mas agora estou aqui a convite de uma das maiores escolas de samba do carnaval carioca. Estou emocionada com a minha roupa belíssima. Adorei o barracão, a Mocidade está muito linda – declarou a jovem.