Porto da Pedra faz viagem ao passado e revive os tempos áureos da Rádio Nacional

Por Luís Felipe Aragão

segundoportodapedraQuarta escola a desfilar na sexta-feira de carnaval, a Porto da Pedra fez o público da Sapucaí reviver um pouco dos tempos áureos do rádio, no Brasil. O segundo carro foi dedicado a Rádio Nacional, que reinou absoluta no país dos anos 1930 até o final dos anos 1950.

A alegoria possuía na sua dianteira as mensagens “aplausos e mais aplausos” saudando a época de ouro da Rádio Nacional. Uma cortina vermelha vinha atrás dessas frases, formando um verdadeiro palco. Nele Emílinha e César de Alencar. A escola homenageou também outros ídolos da época, como Paulo Glacindo e Manoel Barcelos. Suas fotos estavam espalhadas pelo alegoria mostrando a importância desses personagens.

Na parte lateral da alegoria havia várias trombetas prateadas com detalhes em preto. Também em prata, duas grandes estrelas com suas bordas em neon colorido e no seu centro estavam as inicias “RN” de Rádio Nacional. No fundo, uma grande trombeta prata dava toques finais a alegoria. Compondo o carro estava a velha guarda que veio ao fundo saudando o passado glorioso do rádio.

porto-da-pedra_desfile_2018_41Para o Carnavalesco Jayme Cesário, a Porto da Pedra não podia falar das rainhas do rádio sem falar da Rádio Nacional.

– A Rádio Nacional foi fundamental para o enredo, sua abrangência como já diz o nome era nacional. Ela criou os nosso primeiros ídolos. Para o nosso enredo utilizamos as rainhas do rádio. Uma bela homenagem. Na frente do carro eu coloquei Emílinha e César de Alencar. Ela era a garota propaganda do programa de César de Alencar, ele que era o maior apresentador de programa de auditório, uma verdadeira sensação do época – contou o carnavalesco.

A Porto da Pedra levou para a Avenida o enredo “Rainhas do Rádio – Nas ondas da emoção, o Tigre coroa as Divas da canção!”. O Tigre busca a tão sonhada volta ao Grupo Especial do Carnaval Carioca.