Presidente da Liesa faz balanço positivo do Carnaval de 2014

 

 

Após a apuração das notas que definiram a Unidos da Tijuca como grande campeã do carnaval carioca em 2014, o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, Jorge Luiz Castanheira, disse que o balanço de mais uma folia é ''positivo'' aos olhos da entidade. O dirigente exaltou o fato de nenhum problema ter ocorrido dentro do Sambódromo.

– O balanço é positivo. As escolas fizeram bonito e a organização, em conjunto com a Riotur, foi correta. O objetivo do nosso trabalho foi alcançado na medida em que todos que vieram para a Sapucaí viram um grande espetáculo, sem nenhum tipo de ocorrência na parte interna do Sambódromo – disse Jorginho.

Se na parte interna – responsabilidade da Liesa – tudo correu tranquilamente, o mesmo não se pode dizer da parte externa. Muitos são os relatos de arrastões, furtos e violência nas imediações da Central do Brasil, um cenário que não era visto de forma tão latente há alguns anos.

Já sobre a nova iluminação testada na Marquês de Sapucaí neste carnaval, o presidente da Liesa afirmou que serviu para melhorar a visão de alguns detalhes de cada desfile.

– A luz foi diminuída em 20% na sua graduação. Do modo antigo, quando se estava de frente, não dava para enxergar. Agora não, é possível enxergar e até mesmo realçar a luminotécnica das alegorias. O nosso objetivo é sempre melhorar o espetáculo de alguma maneira. Já fizemos iluminação cênica e tudo, mas essa foi a melhor solução encontrada em tempo recorde. A Rioluz nos ajudou e a televisão concordou – ressalta.

Outro ponto que chama a atenção no Carnaval 2014 é mais uma vez o uso de imensas alegorias nas comissões de frente do Grupo Especial. Algumas delas chegaram a realizar toda a sua apresentação em cima dos elementos cenográficos. Na visão de Castanheira, a questão faz parte da modernidade implementada atualmente no carnaval.

– Eu não poderia dizer que foram maiores do que o ano passado, acho até que foram menores, mas aos poucos as escolas vão se adaptando a essa nova realidade. Os tripés anteriores formavam um paredão que impedia que as pessoas enxergassem o que vinha atrás. Agora não, as escolas, em sua grande maioria, fizeram tripés com volumetria aberta, o que possibilitou uma melhor visualização. Já colocamos isso várias vezes em pauta, mas é uma coisa que faz parte do processo evolutivo do carnaval.

Comente: