Presidente da Portela abre guerra contra sambas de ‘escritórios’

 

 

O presidente da Portela, Serginho Procópio, deu fortes declarações sobre os sambas de escritório, durante o evento de leitura da sinopse do enredo "ImaginaRio, 450 Janeiros de Uma Cidade Surreal". – Eu quero deixar bem claro a todos os compositores para que depois não haja qualquer tipo de reclamação, aqui na Portela nós não toleramos sambas de escritório. A parceria que for descoberta será eliminada na hora. Estão todos avisados, declarou o presidente, arrancando aplausos dos compositores presentes.

No escritório, o samba é feito por um grupo de pessoas e inscrito em diversas escolas, mas com a assinatura de outros "compositores". Os escritórios fornecem apoio para toda estrutura da disputa, inclusive, na torcida, bebida e demais gastos de uma eliminatória.

O diretor de carnaval da Portela, Luiz Carlos Bruno, afirmou ao CARNAVALESCO que os compositores terão mais de 60 dias entre a leitura da sinopse e a entrega dos sambas. – Queremos dar bastante tempo aos nossos poetas para que eles tirem bem todas as dúvidas e produzam obras maravilhosas, afirmou Bruno. A data limite pela entrega foi estipulada pela Portela para o dia 29 de julho.

O vice-presidente da Portela, Marcos Falcon, declarou ter certeza de que a disputa de samba na azul e branco será mais uma vez muito forte. – Eu gostaria de parabenizar o Alexandre Louzada por essa sinopse maravilhosa. Tenho certeza que teremos mais uma grande obra para representar nossa escola, assim como vem acontecendo nos últimos anos, afirmou Falcon.

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