Presidente da Renascer torce para que o Carandiru seja interditado pela Defesa Civil

No início da tarde deste sábado, um incêndio atingiu a região conhecida como Carandiru, próximo a Rodoviária Novo Rio. No local, algumas agremiações ainda ocupam os velhos galpões como barracões de confecção de suas alegorias. A primeira informação passada pela diretoria da Lesga é que o fogo começou por volta de 13h30 e o galpão central, onde Renascer de Jacarepaguá, Difícil é o Nome e União do Parque Curicica estão, mas as escolas não foram atingidas. As chamas concentraram-se na região externa do galpão central, próximo ao barracão do Boca de Siri e de uma concentração de lixo.

Além da Comlurb, 35 bombeiros do quartel-central, em dois caminhões, trabalharam no local. Ao todo foram usados nove caminhões paea conter o incêndio, segundo informou o 2º tenente Fernando Ferreira. As chamas já foram controladas, mas há o temor que o vento espalhe o fogo para a parte de dentro do galpão. Um trator retirou das proximidades do fogo a enorme quantidade de lixo e materia inflamável. A primeira informação oficial é que o fogo teria tido início no barracão do Boca de Siri, onde havia pessoas trabalhando. Nenhuma delas, porém, se feriu. No momento da chegada da reportagem do site CARNAVALESCO ao local, nenhuma pessoa da escola foi encontrada para falar sobre o assunto.

O presidente da Renascer de Jacarepaguá, Antônio Carlos Salomão, esteve no local e comentou o grande susto que levou ao saber da notícia.

– Eu estava vindo para cá quando me ligaram para falar que o Carandiru estava pegando fogo. Fiquei desesperado, temi pelo pior, achei que o meu carnaval seria destruído, mas felizmente as chamas estão só do lado de fora do galpão. A minha vontade é que a Defesa Civil interdite isso aqui. Não temos segurança. De madrugada e durante o dia todos os tipos de pessoa entram aqui. Alguém que não tenha boa intenção pode provocar uma tragédia. Dentro de uma semana a Renascer sairá daqui, mas e as outras escolas? Como ficam? – disse o dirigente.

Ao longo do ano de 2011 o site CARNAVALESCO publicou quatro matérias sobre as péssimas condições de trabalho do local .

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