Presidente da Vizinha explica problema envolvendo quadra da escola

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Uma das escolas de samba mais tradicionais do carnaval carioca acordou nesta segunda-feira de maneira nada agradável. A Vizinha Faladeira, campeã em 1937 e localizada no Santo Cristo, recebeu ordem de despejo de sua quadra de ensaios. O local seria devolvido para a União e é mais uma área pertencente ao projeto de revitalização da Zona Portuária. A direção da escola agiu rápido e, de acordo com o presidente da escola, Hércules Barbosa, mais conhecido como Ney, a Vizinha está embasada juridicamente.

Ney explica que a questão é antiga e revela que a agremiação do Santo Cristo já ganhou a ação.

– Já vencemos em primeira instância esse processo. Eles estão querendo tomar todos os terrenos que eram da União, mas não é assim. Já falei com o meu advogado e ele está tomando as providências necessárias. Eles acharam que nós não iriamos saber lidar com a situação, mas viram que temos todos os documentos certinhos. Até os policiais militares que estiveram lá ficaram do nosso lado. Antes de nos despejarmos eles deveriam arrumar um outro lugar pra gente –  afirmou Ney.

Ele lembrou que o Carandiru, que abriga vários barracões de escolas dos grupos de acesso, também passa pelo mesmo problema. Ney também citou as famílias que vivem no local e pediu respeito à Vizinha Faladeira.

– Os governantes deveriam ter mais respeito conosco. Somos a primeira escola de samba d Brasil, um bem cultural, patrimônio do Rio de Janeiro. Além disso, tem a situação das famílias que vivem no Carandiru. Lá dentro vive uma média de 30 famílias. Essas pessoas vão morar aonde? Os carros das escolas que estão lá dentro vão pra onde? Se colocarmos tudo na rua o Rio de Janeiro vai parar. Até a Renascer, que é uma escola do Grupo Especial está passando por esse problema – disse, afirmando que  fato de a Vizinha estar fora dos olhos da grande mídia não influencia na questão do despejo.

O dirigente fez questão de agradecer o apoio dos desfilantes da agremiação, que montaram um verdadeiro mutirão na entrada da quadra para impedir a entrada dos procuradores. Ney disse que Arlete Alves, presidente do conselho deliberativo da escola ficou no local, enquanto ele buscava ajuda jurídica.

No início da tarde, a situação já era mais calma no local. Ney revelou que os advogados da escola já entraram em contato com os advogados da União e devem achar uma solução para o impasse.     
 

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