Presidentes do Grupo Especial pedem mais estrutura para o carnaval

Na noite de domingo, a Rádio Tupi promoveu um debate com os presidentes das escolas de samba do Grupo Especial. O site CARNAVALESCO esteve presente e conta alguns detalhes. O ponto principal da conversa foi o novo Sambódromo e a estrutura que é dada para todas agremiações. Para Paulo Vianna, presidente da Mocidade, sair da Cidade do Samba com os carros alegóricos é a maior dificuldade.

– Para o carnaval, a mudança no Sambódromo é ótima. O prefeito Eduardo Paes teve a coragem de fazer a obra e negociar com a Ambev. O som vai melhorar e ganha o carnaval. Não é o ideal, porque o Sambódromo foi feito no local errado. Ele tinha que ser afastado do Centro. Hoje, você sai da Cidade do Samba, mas sem a Perimetral, eu não sei como vai ser. A Cidade do Samba é distante do Sambódromo.

Segundo Francisco Marins, presidente da Porto da Pedra, a sociedade precisa estar cada vez mais presente na discussão do carnaval. – O investimento das escolas para levar o carro para Avenida é absurdo. A logística tem que ser mais funcional. É uma proposta que temos que defender. Temos que pensar em estrutura, porque temos a melhor festa do mundo, mas não a melhor estrutura.

Nilo Figueiredo, presidente da Portela, também reclamou: – O nosso sonho maior é ter um orçamento do governo para o carnaval. Os carnavalescos fazem alegorias grandes, mas temos o viaduto que impede o tamanho mais alto e ainda temos agulhas nas ruas e não sei como vamos fazer em 2012, porque o caminho está em obras. Tem que rezar para chegar tudo direitinho na Avenida. Além disso, a construção da Cidade do Samba é ruim. Cada barracão tinha que ser separado um do outro. A cada ano que passa vem uma novidade na tecnologia e no sonho do carnavalesco, mas não temos facilidade para levar o carro para Avenida. Esse novo Sambódromo vai enganar muita gente na iluminação das alegorias.

Pegando o gancho do Rock in Rio, que recebeu uma verba forte da prefeitura do Rio, o presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, fez coro ao problema enfrentado pelo carnaval carioca. – Nós movimentamos muito mais dinheiro que o Rock in Rio. O dinheiro que a prefeitura e a Petrobras nos dão, ele fica aqui na cidade do Rio. O Rock in Rio é lá para fora. O governo precisa olhar com carinho o carnaval.

Antônio Carlos Salomão, presidente da Renascer de Jacarepaguá, pediu voz ativa para o mundo do samba. – As escolas precisam ser ouvidas em todos os projetos do carnaval – disse.

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