Procura é grande e Beija-Flor passa de 200 para 500 mendigos na homenagem para Joãosinho Trinta

Depois de anunciar que levaria 200 componentes vestidos de mendigo para a Marquês de Sapucaí em 2012, a Beija-Flor de Nilópolis aumentou em 300 componentes o número. Serão 500 pessoas no setor que homenageará o gênio Joaõsinho Trinta com o inesquecível 'Ratos e Urubus, larguem a minha fantasia'. A decisão foi tomada em conjunto pelo diretor de carnaval, Laíla, e o diretor teatral da agremiação de Nilópolis, Hilton Castro, após terem observado uma encenação realizada na noite desta terça-feira, no barracão da Flor da Mina do Andaraí. Veja o vídeo abaixo:

Há dez anos no posto de diretor teatral da Beija-Flor, Hilton não escondeu felicidade ao saber de Laíla que poderá levar as 500 pessoas que se inscreveram para o desfile. Vale lembrar que não há mais vagas para desfilar no setor.
 
– Aposto em pessoas comuns, não em atores. Cada um tem o seu ator dentro de você, basta ser bem dirigido e saber aflorar essa capacidade. Hoje fizemos um laboratório que faço em todas as alas, mas a repercussão foi maior em razão da homenagem ao meu conterrâneo Joãosinho Trinta. O Laíla confiou em mim e vamos trabalhar duro para fazer o melhor – disse Hilton, que estreou na Beija-Flor em 2003.

Durante 15 minutos, o grupo encenou o que deverá fazer na Marquês de Sapucaí, mas nada foi ensaiado, já que era o primeiro encontro dos mendigos nilopolitanos. Entre os integrantes, alguns chegaram a desfilar no 'Ratos e Urubús' original, em 1989. Hilton ressaltou a importância da teatralização de alguns setores dos desfiles das escolas de samba.
 
– Há espaço para isso. Nunca vai deixar de ter baianas, passistas, alas comerciais, mas tem espaço para essa função nas escolas de samba. Não é só coreografia. Não menosprezo a técnica do coreógrafo, mas o teatro da Sapucaí é épico, a céu aberto. Existem pessoas com deficiência auditiva assistindo ao desfile na Avenida. Elas entendem o enredo, o samba, assistindo a essas manifestações.Vamos mostrar na Avenida que a performance não precisa de resplendor, de pedras Swarowski.

Além do grupo, o coreógrafo também é responsável pela teatralização de todo o segundo setor da escola este ano, onde será mostrado o sofrimento dos escravos e as atrocidades cometidas por Ana Jansen. Ao todo, 1.700 pessoas do desfile da Deusa da Passarela estão sob a responsabilidade de Hilton Castro. Os ensaios acontecem de segunda a sexta, sempre no barracão da Flor da Mina, escola que atualmente está no Grupo de Acesso D.

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