Público reclama da falta de efetivo de segurança nos arredores da Sapucaí

Por Diogo Cesar Sampaio

sambodromoO Sambódromo foi palco neste domingo da lavagem e do teste de luz e som com as duas atuais campeãs do carnaval, Mocidade e Portela. O site CARNAVALESCO esteve presente na passarela do samba, e aproveitou para ouvir o público sobre a segurança do local durante o evento e do seu entorno. Durante uma rápida volta pela Sapucaí foi possível notar a presença de policiais militares, mas principalmente de guardas municipais. Já mais afastado do Sambódromo, essa presença era praticamente nula ou nenhuma.

A estudante Michelle Ferreira, de 19 anos, torcedora do Império Serrano e moradora de Irajá, falou sobre a sua impressão da segurança no entorno da Sapucaí e as medidas de segurança que toma antes de ir para o local.

– Não havia muitos PMs no entorno do Sambódromo, mas bastante guardas municipais. Existe uma sensação de segurança nas ruas mais próximas ao Sambódromo, contudo, nas ruas mais afastadas há falta de efetivo. Mas acho que a segurança nos dias de desfile deve melhorar, pelo o que estou acostumada de outros anos. Já quanto a prevenção, costumo sempre evitar de deixar dinheiro e celular na bolsa, sempre nos bolsos. E passar por ruas com maior policiamento até a chegada na Avenida – relatou.

Já o lojista Alison Rangel, de 32 anos, torcedor da Mocidade e morador do Centro do Rio, disse ter se sentido bastante seguro com o efetivo presente no Sambódromo e arredores.

– Foi bem tranquilo e bem seguro. As pessoas estão com as suas famílias e a gente vê que tem bastante segurança. Geralmente, uso algo para guardar meus pertences, para evitar roubos e assaltos. Normalmente, a gente faz isso para se precaver das coisas – contou.

A bancária aposentada Janice Costa, de 55 anos, moradora de Jacarepaguá e torcedora da Vila Isabel e da Mocidade, elogiou a segurança na Sapucaí, mas fez algumas ressalvas sobre o tratamento dado ao público pelo efetivo.

– Eu achei a segurança boa, mas acho que a gente merecia um pouco mais de cuidado. Principalmente, na hora da entrada com os idosos, eles não tiveram muito cuidado com isso. Também vi muito poucos guardas municipais e PMs quase nenhum. Eu vejo mais no dia a dia, mas hoje eu não vi praticamente – afirmou.

A bancária aposentada também relatou sobre sua preocupação com a segurança antes de sair para a Sapucaí, e quais medidas costuma tomar contra a violência que assola o Rio de Janeiro.

– Com certeza, a gente se preocupa com a questão da segurança. É uma preocupação muito grande. Costumo ligar para as pessoas, entrar na internet para ver se está tudo certo e rastrear mais ou menos a situação, e sair perguntando se está tudo bem, para aí sim vir para cá. Se tiver alguma coisa, algum tiroteio eu nem venho, prefiro jogar o dinheiro fora e não vir – concluiu.