Realeza africana é apresentada em abre-alas imponente da Unidos de Bangu

abre-alasbanguAbrindo o carnaval carioca, a Unidos de Bangu trouxe para a Avenida o enredo “A travessia da Calunga Grande e a nobreza negra no Brasil”. A primeira escola a desfilar nessa sexta-feira invocou a realeza africana e trouxe a Rainha Ginga e o Rei Xangô em seu abre alas.

Simbolizando um palácio da realeza africana a alegoria contava com um leão, animal conhecido como o rei da selva, na cor laranja com detalhes pretos no centro do carro. Os olhos do felino chamaram muita atenção, eles eram formados por luzes que quando acesas causavam impacto.

Em volta do carro tinham alguns antílopes, girafas e máscaras africanas idealizando o ambiente vivido pelo Rei e Rainha na época. Na saia do carro outras máscaras africanas finalizavam os detalhes da alegoria.

O carnavalesco Cid Carvalho contou que o objetivo do Abre-alas era desfazer o pensamento de que os negros têm descendência apenas de escravos, mas também de reis e rainhas.

– Abri com a realeza africana. Quando eu falo do Xangô, eu não falo do Orixá e sim do Rei da África. Inclui Ginga, porque ela foi uma rainha africana muito poderosa. Eu quero desconstruir a ideia que negros são descendentes de escravos. Os negros nesse país também são descentes de reis, rainhas, príncipes e princesas, da nobreza africana. Ninguém nasce escravo, então ninguém é descendentes de escravo – enfatizou Cid Carvalho.

A fantasia O Rei Xangô: O Alaafin de Oyo mostrou que Xangô não veio como orixá e sim rei da África. Sua fantasia era a mais luxuosa do carro. O destaque possuía sua roupa predominante preta, com detalhes dourados pelo corpo. As penas eram pretas com suas extremidades douradas.

Outro destaque do abre-alas foi a empresária Sandra Andréa, de 38 anos, representando a Rainha Ginga de Matamba. Sua fantasia era em estilo tribo africana. Predominante dourada, com uma coroa de ossos na cabeça. Reinando no abre-alas, Sandra Andréa comentou que é uma honra representar uma personagem tão forte da cultura africana.

– Pra mim é um prazer representar a rainha Ginga, porque essa mulher é muito guerreira, lutava muito. Pra mim desfilar na Unidos de Bangu e ao lado do Rei Xangô está sendo muito especial – disse a empresária.

Após dois anos longe da Sapucaí, Unidos de Bangu aposta na força da mãe África e da cultura negra para permanecer na Séria A em 2019.

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