Regina Celi, a Sinhá do Salgueiro, é só alegria: ‘beijinho no ombro e vamos para o carnaval’

Após enfrentar uma semana de tensão, antes da final de samba-enredo para o Carnaval de 2016, a presidente Regina Celi Fernandes abriu as portas da sala da presidência, na quadra da agremiação, ao site CARNAVALESCO e contou sobre a sucessão de fatos que culminou no desrespeito à sua figura, mostrando já ter superado o momento e que está pronta para o desafio de conquistar mais um título do Grupo Especial para o Salgueiro. 

* VEJA AQUI: COMUNIDADE CANTA O SAMBA DO SALGUEIRO PARA 2016

– Após o corte da semifinal, aconteceu algo que não devia ter acontecido. Não sabemos quem foi, essa pessoa não me diz respeito e não interfere em nada. Eu faço meu carnaval e vou em frente. Acho que não respeitaram uma mãe de família. No Salgueiro, tento não ser presidente, busco ser mãe. O meu amor pelos meus filhos é muito grande e se eu posso transmitir amor materno pelos componentes da escola, isso é muito maior do que o amor de presidente. É isso que importa – explicou Regina, numa recapitulação dos acontecimentos.

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Fazendo uma brincadeira com a canção de grande sucesso de Valeska Popozuda, Regina definiu o autor da gravação como um 'recalcado' e mandou um 'beijinho no ombro': – A crítica é boa, mas as pessoas tem que saber respeitar a opinião dos outros. Uma coisa que eu tenho e que minha mãe me ensinou é o caráter, eu falo na cara das pessoas. Houve alguém que sequer me conhece querendo me denegrir com um áudio no WhatsApp, mas pra isso eu posso falar igual aquele funk: 'beijinho no ombro' e vamos pro carnaval.

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Após o ocorrido, a presidente recebeu diversas manifestações de apoio nas redes. A equipe da escola, junto com os segmentos e torcedores, compartilharam pelo Facebook uma imagem com os dizeres 'Somos todos Regina Celi'. O cantor Leonardo Bessa e a rainha da Bateria Furiosa, Viviane Araújo, prestaram duas das inúmeras homenagens que ela recebeu virtualmente: – Chorei muito com as manifestações de apoio. Vieram dos salgueirenses, de gente das outras escolas, de empresários que acreditam no meu trabalho. Foi gratificante ver as pessoas acreditando no meu trabalho e no carnaval que eu faço. Isso não podia vir a prejudicar meu desfile. Eu sou mãe, sou avó. Não posso dizer que não fico triste, eu fico. Porém, a gente esquece. Vou entrar na Avenida com mais vontade depois do que aconteceu – afirmou Regina, confiante.

'A melhor safra de sambas do Salgueiro'

A final de samba do Salgueiro, polarizada entre as torcidas das parcerias de Marcelo Motta e Antônio Gonzaga, deixou Regina satisfeita. Ela definiu os 45 sambas entregues como a melhor safra de sambas da escola e definiu o enredo como o fator que impulsionou a produção da ala de compositores da Vermelho e Branco: – Fiquei apaixonada pelos dois sambas finalistas, iria para a Avenida com qualquer um dos dois. Estou satisfeita, para mim foi a melhor safra do Salgueiro. Acho que o enredo proporcionou isso. Nosso departamento cultural cria e escreve muito bem. Temos o Gustavo, o Eduardo e o Paulinho que são muito talentosos e inteligentes. Gostei muito da nossa Copa do Samba. Pro ano que vem, nada deve mudar e vamos seguir com o mesmo 'mata-mata'. Foi maravilhoso.

Apesar da confusão que atravessou por conta de um conteúdo compartilhado virtualmente, Regina lembrou que não se chateia com o bom humor nas redes. Ela destacou a página 'Sambistas da Depressão', parceria do site CARNAVALESCO, como uma fonte de boas risadas. A página passou a chamar Regina de 'Sinhá' por conta do samba do Salgueiro para o carnaval que passou e ela se disse muito contente com o apelido: – Todo mundo fala da Sinhá. Acho gratificante, fico muito contente. As vezes eu estou muito triste e entro na internet para rir do que a página do Sambistas da Depressão cria. Eu morro de rir e qualquer coisa que acontece eu corro pra ver o que eles postaram. Todos nós precisamos de uma alegria. A Sinhá é a marca da Regina hoje, sou a sinhá do carnaval.