Ricardo Barbieri: ‘profissionalismo e gestão no carnaval’

 

 

Voltando a falar de profissionalismo e de gestão no carnaval carioca temos algumas escolas cujas administrações vem obtendo sucesso. No entanto, algumas questões são necessárias para caracterizar o sucesso nas gestões de escolas de samba:
 
Barracão adiantado é o referencial de boa gestão? 
 
Resultado da apuração seria o mais adequado? 
 
Ou seriam ensaios comerciais com quadras cheias? 
 
Quantidade de sambas inscritos e a qualidade dos escolhidos nos concursos seria um referencial importante? 
 
Respeito aos profissionais e pagamentos em dia representam uma boa gestão? 
 
Transparência em tudo (nas decisões, no setor financeiro) seria um ítem essencial? 
 
Algumas escolas servem (aparentemente) como bons exemplos:
 
No Salgueiro, a permanência tranquila de um dos carnavalescos mais cobiçados do carnaval, somada a competência de toda a equipe, sempre a credencia ao título.  Algumas pessoas a apontam como exemplo de boa gestão. Na Beija-Flor, a fórmula quase sempre bem sucedida de uma comissão de carnaval, mais a estabilidade nas relações ente os segmentos, avalizam sua gestão. A Unidos da Tijuca pelo cumprimento dos compromissos com seus profissionais, sua organização, ousadia e pela busca na descentralização, segue um outro caminho.
 
O caminho da Portela é diferente de todos.  Embora muito se deva ao papel de liderança do vice-presidente, lá na escola todos falam e todos são ouvidos.  A escola, hoje, não depende de Marcos, Serginho, Paulinho.
 
Se alguém é responsável pelo que está acontecendo lá, este homem é o ex-presidente. Ele conseguiu unir os portelenses (contra ele) e deixou como herança o trauma do personalismo. Neste momento é o exemplo que chega mais perto de democracia no samba. 

Comente: