Ricardo Fernandes rebate críticas de Fábio de Mello

O diretor de carnaval da Unidos da Tijuca, Ricardo Fernandes, rebateu, em declaração dada ao site CARNAVALESCO, as críticas feitas por Fábio de Mello, coreógrafo da comissão de frente da Beija-Flor. Fábio, que dificilmente continuará na agremiação de Nilópolis, logo depois do carnaval, em entrevista ao jornal O Dia, classificou como "plágio" a concepção apresentada pela comissão tijucana em 2012. Além disso, o coreógrafo insinuou que a atual campeã do carnaval estaria "acabando com o quesito comissão de frente" e "fazendo o público de otário".

– É muito antiético se criticar um trabalho dessa forma. Acho que para justificar o seu insucesso não é preciso atirar pedra nos outros. Se algumas pessoas pararam no tempo, precisam se superar. Esse rapaz teve uma excelente formação. Ele trabalhou na Imperatriz com uma carnavalesca como a Rosa Magalhães, que dava a ele as ideias da comissão e figurinos maravilhosos. Já fez trabalhos muito bons, mas precisa respeitar os meus coreógrafos e o trabalho que a escola está fazendo. Esse rapaz foi um dos responsáveis por tirar a velha guarda da frente de escola de samba. Foi uma grande inovação na época, mas ele não não levantou bandeira da velha guarda, dizendo que eles não deveriam sair dali. Não pode dizer que estamos acabando com o quesito. A Tijuca gasta com o carnaval. Investimos e pesquisamos para dar aquele resultado na Avenida – desabafou Ricardo Fernandes.

O diretor de carnaval da Tijuca fez questão de ressaltar que direciona suas palavras estritamente para Fábio de Mello e exclui a Beija-Flor de sua resposta.

– Estou falando da pessoa, não estou falando do coreógrafo da Beija-Flor. A Tijuca respeita muito a Beija-Flor, o Laíla é uma pessoa que tem uma dignidade ímpar e eu tenho grande admiração pelo trabalho dele. Não pode haver esse tipo de trocação de farpas babaca. As escolas precisam se unir. Ele pertence a uma agremiação que prima pela fidalguia, cordialidade e respeito, o que sempre houve entre Tijuca e Beija-Flor. Até quando se tem divergências, as críticas são feitas de maneira respeitosa. Acho que o que esse rapaz está tentando fazer é tirar o mérito de uma comissão de frente. Talvez esteja querendo transferir para nós e para o corpo de julgadores as notas baixas que ganhou. Não tenho nada contra ele, mas o trabalho dos meus coreógrafos e da escola precisam ser respeitados. Ele disse que estamos fazendo o público de otário, mas tanto o público quanto o corpo de julgadores aclamaram a escola. Está chamando o meu carnavalesco e os meus coreógrafos de charlatões. Quem faz o outro de otário é charlatão. É uma acusação muito grave. Não falo com nenhuma dor de cotovelo, só quero defender o caráter e a idoneidade das pessoas que trabalham aqui. Quem não apresentou nada ao público e fez as pessoas de otárias foi ele, que não fez nada em frente ao Setor 3 e foi até penalizado pela Liga. Faz muito tempo que eu não vejo um elemento de uma escola de samba se referir a outra escola desta forma. As declarações desse rapaz não condizem com a maturidade que o samba tem hoje. É lamentável – disse ele.
 

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