Rodrigo Coutinho analisa a bateria da Viradouro no desfile

Por Rodrigo Coutinho

viradouro_desfile_2018_54A bateria Furacão Vermelho e Branco, comandada pelo segundo ano consecutivo pelo mestre Maurão, fez um ótimo desfile neste sábado. Detalhe para a mudança de postura de trabalho do que sempre foi feito pelo mestre de bateria desde que surgiu na Rocinha. A pedido da diretoria da escola, adotou um andamento mais rápido. A ala partiu na largada com 151 BPM, mas terminou com 147 BPM, algo que pesa contra, mas que é o único porém da passagem da vermelha e branca pela Avenida. O restante esteve muito próximo da perfeição.

Para que o rendimento da bateria fosse melhor com o novo andamento, me pareceu que a afinação dos surdos ”subiu” um pouco. Com a pele mais esticada, o som do instrumento demora menos tempo se propagando no ar e casa melhor com o estilo. Marcadores bem firmes e precisos nas bossas. Conjunto de paradinhas com o padrão de qualidade de mestre Maurão. Alto grau de dificuldade, muitos compassos e adequação perfeita à melodia.

A queda de andamento da bateria da Viradouro ao longo do desfile pode ser responsabilizada pelo rendimento do naipe de caixas. A ala começou muito bem, mas foi perdendo ”pressão” durante os quase 55 minutos de desfile e acabaram chegando ao último módulo não oferecendo a ”pegada” necessária. Nos módulos restantes não comprometeram.

Surdos de terceira perfeitos em condução rítmica e execução. Tamborins muito bem também. Desenho rítmico muito inteligente e pontuando trechos importantes da melodia, execução idem. Chocalhos mais uma vez se destacaram. Fugindo do trivial, mas em nenhum momento apresentando qualquer sobra. Ala muito bem ensaiada. O mesmo se aplica às cuícas.