Rodrigo Coutinho analisa a bateria do Império da Tijuca no desfile

Por Rodrigo Coutinho

imperio-da-tijuca_desfile_2018_53Comandada pelo segundo ano consecutivo por um trio de mestres – Jordan, Paulinho e Júlio Cézar -, a bateria Sinfonia Imperial teve rendimento de mediano para bom. Na verdade, ela foi prejudicada por dois fatores externos nos dois primeiros módulos de julgadores. Nós últimos dois módulos seu rendimento melhorou.

No primeiro módulo, houve uma falha nas caixas de som da pista durante a passagem da bateria. O som permaneceu muito alto e com delay em relação ao que vinha sendo cantado originalmente. Em virtude do problema, houve pequeno desencontro entre as caixas nesta parte da pista.

No segundo módulo, o ritmo de desfile da escola sofreu uma repentina alteração. A bateria foi “puxada” muito rapidamente, distanciando demais os integrantes da ala e consequentemente ocasionando mais um pequeno desencontro entre os instrumentos do peso da bateria.

Uma pena os fatores terem interferido, pois o trabalho realizado foi bom. Concepção de ritmo bem coerente com a proposta da bateria. Andamento sempre oscilando entre 147 e 148 BPM. Afinação correta é mantida ao longo de todo o desfile. Rendimento satisfatório das caixas, terceiras e repiques durante o ritmo.

Ala de tamborins muito bem. Desenho muito funcional e perfeitamente executado. Ala de chocalhos com bom rendimento, deixando a desejar apenas na entrada da segunda parte do samba. Cuícas também renderam perfeitamente.

Conjunto de bossas bem concebido e bem executado na grande maioria das vezes. Exceto a bossa da cabeça do samba. A participação dos surdos de terceira poderia ser mais precisa no módulo 2. No restante foram muito bem.

Um comentário em “Rodrigo Coutinho analisa a bateria do Império da Tijuca no desfile

Os comentários estão desativados.