Rosas de Ouro encanta o Anhembi e se credencia a brigar pelo título

 

 

Disposta a deixar para trás os dois últimos vice-campeoantos, a Rosas de Ouro espantou a chuva e mostrou muita força para brigar pelo título do Carnaval de São Paulo. Com a comunidade cantando forte o samba, muito bem interpretado por Darlan Alves, a Roseira encantou as arquibancadas, em um desfile muito rico em detalhes alegóricos e de fantasias, e com muitos nomes conhecidos do grande público ao longo de sua apresentação.

Com a temática do inesquecível, a Rosas de Ouro abriu seu desfile trazendo quinze nomes inesquecíveis de nossa história, e que são espelhos para qualquer pessoa. Dentre esses personagens estavam Chico Xavier, Adoniran Barbosa, Ayrton Senna, Charles Chaplin, Carmen Miranda, Michael Jackson e Nelson Mandela, que foram representados por componentes caracterizados. Após a comissão de frente, um grupo de destaques de chão, vestidos com roupas tradicionais homenagearam as mais antigas escolas de samba de São Paulo.

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Seguindo a linha cronológica da vida, a primeira alegoria trouxe o nascimento de Jesus Cristo, o mais importante da história segundo as tradições cristãs. Na frente do carro, a manjedoura na qual o filho de Deus teria nascido, cercado por seus pais (José e Maria, representada pela presidente Angelina Basílio), os animais do presépio, reis magos e o arcanjo Gabriel. Na parte de cima, o brasão da escola cercado por anjos anunciava o começo da viagem da escola pelos momentos inesquecíveis da vida.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Luiz Antônio e Sueli, veio representando os super-heróis que marcam a infância de todos nós.  Ainda no primeiro setor, a Batucada D’Responsa, comandada por Mestre Rafael Gordinho, veio fantasiada de Bicho-Papão. A segunda alegoria trouxe o mundo infantil. As cadeiras escolares, os lápis de cor e os brinquedos da infância fizeram parte desse carro. Personagens que habitam a infância das crianças como a Turma da Mônica, o Sítio do Pica Pau Amarelo e a Turma do Balão Mágico, desfilaram nessa alegoria da Roseira.

Após o segundo setor, uma ala teatralizada foi o destaque. Representando a entrada de um parque de diversões, fazendo menção ao Trem Fantasma, os membros fizeram homenagens aos clipes e filmes de terror inesquecíveis. Em volta da ala, guardiões vestidos de vampiros marcavam o ritmo das apresentações. Em seguida, a terceira alegoria da Rosas de Ouro veio retratando a juventude, com suas incertezas. As tentações como a do primeiro beijo, do primeiro amor foram representadas na mesma alegoria, que tinha como figura central uma caveira que com seus braços gigantes tentava pegar as pessoas, e a presença do diretor Zé do Caixão.

Na quarta alegoria da escola, o matrimônio foi o tema. Tendo representantes da Velha Guarda como padrinhos, e da Ala das Crianças como daminhas de honra, o casamento foi o quarto ato inesquecível apresentado no Anhembi. Em seguida, na vigésima ala, a Rosas de Ouro lembrou dos quitutes das vovós. A ala das Baianas veio vestida de cozinheira, trazendo guloseimas. 

Por fim, o grande Memorial Roseira foi aberto. Uma homenagem às pessoas que nos mais diferentes meios se tornaram inesquecíveis em nossas vidas. O grupo Demônios da Garoa, as sambistas Leci Brandão e Eliana de Lima, o cantor Sérgio Reis e o locutor José Silvério fizeram parte da aegoria. A escola terminou seu desfile aos 58 minutos.

 

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