Rosas de Ouro tem desfile comprometido por falhas em iluminação de carros em noite de destaque de seu samba

rosas_de_ouro_desfile2018_-22O samba-enredo do Rosas de Ouro foi o grande destaque do desfile da escola na madrugada que marcou a primeira noite de apresentações das escolas do Grupo Especial no Anhembi. Fosse apenas pelo rendimento do samba e o canto da escola o sonhado título, que não vem desde 2010, a escola poderia se considerar bem próxima de atingir o objetivos. Entretanto o tropeço em quesitos importantes pode complicar a escola. A começar pelo quesito evolução. O início da apresentação da Roseira foi excessivamente lento devido a problemas no deslocamento do carro abre-alas. A mesma alegoria apresentou falhas no projeto luminotécnico com alguns pontos alagados. A terceira alegoria também cruzou o Anhembi apagada.

rosas_de_ouro_desfile2018_-77Enredo

Para homenagear os caminhoneiros do Brasil o Rosas de Ouro iniciou a contagem do enredo com o momento da partida desses abnegados trabalhadores, quando se despedem da família sem dia para voltar. Na sequência o enredo toca na parte econômica, principalmente no agronegócio, onde se transportam os alimentos através dos caminhões pelas estradas. Em seguida foram mostradas as adversidades nas estradas, os perigos que os caminhoneiros enfrentam. As regiões do país também foram abordadas através de suas características como se os caminhoneiros estivessem cruzando o Brasil. A inspiração artística e musical da vida dos caminhoneiros encerraram a apresentação da Roseira.

rosas_de_ouro_desfile2018_-60Comissão de Frente

O grupo representou em sua apresentação os sonhos e aventuras vividas pelos caminhoneiros na busca por cumprir a missão de garantir o sustento da família. Durante a atuação da comissão foram representados os desafios impostos pelas estradas, as tentações e os perigos no caminho até o destino. A apresentação tomou atenção do público ao optar por uma leitura bem simples da relação dos caminhoneiros com suas famílias e as tentações e perigos que enfrentam longe de casa.

rosas_de_ouro_desfile2018_-59Alegorias e Adereços

No abre-alas do Rosas dois caminhões enfeitados como em uma romaria puxavam a segunda parte da alegoria, totalmente inspirada no estilo barroco da igreja de São Cristóvão. No segundo carro do desfile frutas, verduras, legumes e grãos estiveram presentes em esculturas, numa representação do agronegócio. No terceiro carro, dois momentos de destaque: a representação de um cabaré e caveiras estilizadas simbolizando a morte. A quarta alegoria do desfile trouxe uma representação das regiões do Brasil e caminhões inspirados no “pau de arara”, meio de transporte que conduz as pessoas de reigões remotas. ‘De volta ao nosso lar ao som de música sertaneja’ foi o nome da última alegoria do desfile. Idealizada no formato de duas violas, devido ao estilo musical que o Brasil canta pelas estradas, o sertanejo.

O abre-alas teve problemas no seu projeto luminotécnico. Tanto em um dos caminhões estilizados quanto na alegoria em si a parte da direita tinha spots de luz que passaram apagados. O conjunto ficou seriamente comprometido ao passar com a terceira alegoria completamente apagada. O quarto carro, além de também passar às escuras, ainda apresentou falhas de acabamento. Problema que se repetiu na última alegoria.

rosas_de_ouro_desfile2018_-42Bateria

A Bateria com Identidade de mestre Rafa trouxe uma indumentária de fácil leitura para o público, representando a polícia rodoviária. São eles que guardam, fiscalizam, ditam regras e dão ritmo às estradas.

A principal bossa executada no desfile era no momento da resposta do refrão do meio. Uma segunda convenção foi realizada algumas vezes nos versos finais da segunda antes de chegar até o refrão principal. Ao longo do desfile foi um festival de bossas da bateria.

rosas_de_ouro_desfile2018_-55Fantasias

As baianas da Roseira representaram na avenida as mães dos caminhoneiros, através do figurino ‘prece de mãe’, onde cada uma pede em oração proteção para seus filhos. O setor que trazia as adversidades encontradas pelos caminhoneiros apresentou figurinos de leitura fácil para identificar os obstáculos da vida dos condutores. As doces ilusões dos cabarés, tentações para os caminhoneiros, estiveram representadas na fantasia da ala de passistas.

O conjunto era belíssimo, com figurinos cheios de detalhes e materiais diversificados ao longo das alas. O figurino das baianas era um dos mais belos trazidos pela Roseira no carnaval deste ano. Na saia de cada uma a foto de um caminhoneiro. A partir do setor atrás do tripé de Nossa Senhora Aparecida a qualidade dos figurinos caiu um pouco com o uso de materiais que não surtiram um bom efeito.

rosas_de_ouro_desfile2018_-17Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Marcos Eduardo da Costa e Isabel Casagrande viveram na avenida a flor da boleia. A fantasia representava o talismã que os caminhoneiros sempre levam consigo para matar a saudades de seus entes queridos, como fotos. A roseira, símbolo maior da agremiação, foi a flor escolhida para designar um desses talismãs.

Samba, Evolução e Harmonia

Um dos sambas do carnaval cumpriu com toda a expectativa gerada no desfile. Executado em um andamento perfeito para o desfile, teve um excelente rendimento no Anhembi. A comunidade repetiu o que vinha fazendo nos ensaios técnicos e cantou muito o samba ao longo do desfile.

Os dois caminhões estilizados à frente do abre-alas encontraram dificuldades para cruzar a avenida o que se refletiu na evolução da escola no início do desfile que foi lenta. Lentidão no início e aceleração no final devem comprometer as notas de evolução.

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