Saiba como foi a plenária na Liesa que cancelou o rebaixamento da Grande Rio e do Império Serrano

dirigentes_escolasA plenária que reuniu os presidentes das 13 escolas que desfilaram no Grupo Especial em 2018 e mais a Viradouro, campeã da Série A desse ano, foi bastante tensa entre os dirigentes. No início, a presidência informou aos dirigentes a existência dos pedidos do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, e de uma carta assinada pelo prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, e pelo presidente da Riotur, Marcelo Alves, informando o nada opor a manutenção da Grande Rio e Império Serrano no Grupo Especial, e suplicando o deferimento para que as duas escolas não fossem rebaixadas.

Antes da plenária, o Conselho Superior da Liesa, formado por Capitão Guimarães, Luizinho Drumond e Anísio Abraão David, se reuniu para discutir o assunto. O dirigente da Imperatriz e o da Beija-Flor defenderam o não rebaixamento. Capitão queria a manutenção do regulamento.

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A tal carta e os pedidos mexeram com os dirigentes das demais escolas do Grupo Especial. A reunião convocada devido ao abaixo-assinado, ideia do presidente da Unidos da Tijuca (Fernando Horta), já tinha o consentimento da maioria das escolas de samba contra o rebaixamento, apenas Mangueira, Vila Isabel, Viradouro e Portela não tinham assinado o tal documento.

carta_prefeitoCom o aval da maioria das escolas de samba do Grupo Especial coube aos representantes das agremiações contrárias que explicassem seus respectivos motivos para os votos. Vila Isabel e Viradouro apontaram que ficaram sensibilizadas pelos pedidos das autoridades e decidiram acatar o não rebaixamento. Portela e Mangueira ficaram sozinhas, mas resistiram e optaram pela manutenção do regulamento. Feliz com a vitória, o presidente da Grande Rio deixou a sala da plenária comemorando o resultado.

– Foi 10 a 2. Falou mais alto o sentimento e o coração. Duas escolas que eram contra, Viradouro e Vila Isabel, ficaram a favor. Não teve nenhuma quebra de regulamento. Os corações das escolas co-irmãs querem a Grande Rio. Estamos há 25 anos fazendo grades carnavais. Estamos muito satisfeitos e agradecemos as co-irmãs. A Portela e Mangueira tem direito de votar pelo regulamento. Aqui (na Liesa), a plenária é maioria. Agradeço muito ao prefeito de Caxias que comprou essa briga desde o começo – frisou ao Sambarazzo.

Ficou acordado que o Carnaval 2019 rebaixará as duas últimas agremiações. A definição de quem abre e fecha cada dia de desfile não foi debatida nessa plenária. O presidente da Liesa, Jorge Castanheira, disse que a “Liga deu um passo atrás para dar dois passos à frente no futuro”. Segundo ele, os presidentes acordaram que não haverá alteração novamente no regulamento nos próximos anos, exceto aconteça uma calamidade nos desfiles.

– Foi um carnaval extremamente competitivo, no qual as escolas demonstraram, mais uma vez, toda sua força e capacidade de superação. Tomamos esta decisão pensando no futuro do espetáculo e as escolas concordaram, ainda, que exceto se houver uma situação de calamidade, não mais acontecerá este tipo de alteração no regulamento”, afirmou o presidente da Liesa, Jorge Castanheira.