Saiba tudo sobre a final da São Clemente

A São Clemente promete surpreender esse ano na Avenida. A escola de Botafogo vai falar sobre um dos gêneros mais populares com o enredo: “Uma aventura musical na Sapucaí” do carnavalesco Fábio Ricardo. Os componentes vão conhecer o samba campeão na final que ocorre nesta sexta-feira, a partir das 22h.

A escola quer espantar de vez o título de “ioiô”, uma agremiação que vai e volta do Grupo Especial e Acesso. Para isso, o primeiro passo é a escolha de um grande samba para o carnaval 2012. A São Clemente vai abrir os desfiles na segunda-feira de carnaval – ou melhor, a agremiação será a oitava escola a desfilar, como gosta de frisar o presidente Renato Almeida.

Expectativa da diretoria

Ao site CARNAVALESCO, Marquinhos, diretor de harmonia da escola, contou sobre a disputa e do que espera dessa final:

– A São Clemente foi muito feliz com essa sinopse maravilhosa, juntamente com nossas parcerias. O próprio desfile será um musical na Sapucaí. Os compositores ficaram bem à vontade para compor. Eles tiveram uma ótima sinopse e explicações muito boas. A ala dos compositores da escola é qualificada. Quantidade não é qualidade. Tivemos bons sambas durante a disputa. E agora restam três que estão na final e a escola vai escolher uma bela obra. Esse ano não tem a possibilidade de junção.

Marquinho continuou analisando as obras em disputa:

– Tem um que tem uma melodia melhor. O outro tem a letra melhor. Outro tem passagens sensacionais. Coisas ricas na letra. Eles estão totalmente enquadrados no enredo. Além disso, tenho a certeza que vamos levar um grande samba e um grande musical para a Avenida.

Clique e ouça os três finalistas da São Clemente

Veja também os vídeos dos sambas finalistas

Parcerias:

(Rodrigo Índio, Alexandre Araújo, Fabio Rossi, Armando Daltro, Marcelo Fagundes, Bruno Holfinger, Edmar Junior e Alex de Oliveira)

CARNAVALESCO: Como está a expectativa para sexta?

Rodrigo Índio: Final é final. Sempre fazemos o samba visando ganhar. É uma semana complicada e tensa.

C: Acreditavam que estariam na final desde o início da disputa?

R.I: A parceria já ganhou várias vezes. Fazemos o samba para ganhar e não apenas para disputar. Desde 2000 estamos tendo bons resultados na agremiação.

C: Onde o samba foi feito? Quanto tempo demorou?

R.I: Fizemos o samba na minha casa (São Cristóvão) e demoramos mais ou menos 20 dias para finalizar tudo.

C: Alguém da parceria já foi campeão na São Clemente ou em outra escola?

R.I: Eu e o Fabio ganhamos quatro vezes na São Clemente. O Alexandre Araujo, três. O Armando uma vez. E o Edmar Jr. ganhou uma vez na Grande Rio.

C: Qual é o ponto alto do samba?

R.I: Um samba muito alegre com refrão forte e, acima de tudo, está atendendo ao que a comissão da São Clemente pediu na explicação. Eu gosto dele todo, mas gosto muito do refrão da cabeça.

C: Pretendem levar quantas pessoas para torcer pelo samba na final e quanto gastaram durante a disputa?

R.I: Nossa previsão é mais ou menos 350 pessoas. Não fizemos a conta total até porque conseguimos muitas coisas com amigos. Acredito que gire em torno de R$ 15 mil.

C: Qual é o adversário mais forte dessa final?

R.I: Isso não ocorre muito lá na escola não. Todos se respeitam muito e são amigos. São pessoas de caráter e jogam limpo. Já fiz samba junto com as outras parcerias. Nossa obrigação é dar o samba na escola. Eu não disputo contra ninguém. Não tem essa rivalidade.

C: Quem vai defender o samba na final?

R.I: Ito Melodia, Roger Linhares, Flávio e o Bruno.

C: Qual é a sua ligação com a São Clemente?

R.I: Cheguei à escola em 96/97. Quem me levou foi o Eugênio, e a gente saia na bateria tocando tamborim. Eu era da ala dos compositores da Vila na época e gostei da escola. A recepção da escola é diferente, lá é uma família, ninguém acredita, só depois da convivência você vê. Uma união muito grande. Sempre desfilo desde então.

(Ricardo Góes, Serginho Machado, Marc os Antunes, FM, Guguinha, Vânia e Flavinho Segal)

CARNAVALESCO: Como está a expectativa para sexta?

Ricardo Góes: É muito grande, principalmente da minha parte, já que ganhei ano passado e estou atrás de outro titulo. O trabalho já foi feito. Agora é reta final, vamos com tudo.

C: Acreditavam que estariam na final desde o início da disputa?

R.G.: A gente sempre acreditou no trabalho que foi feito. Todo compositor acredita que sua obra chegue à final. Nossa parceria é forte e temos consciência que poderíamos chegar. Agora, ganhar é outra coisa, devido aos concorrentes que são bons.

C: Onde o samba foi feito? Quanto tempo demorou?

R.G.: O samba demorou uma semana e depois ficamos lapidando. No geral, demorou mais ou menos 15 dias. Nos reunimos em uma concessionária na Tijuca umas sete ou oito vezes.

C: Alguém da parceria já foi campeão na São Clemente ou em outra escola?

R.G.: Só o Marcos que ainda não ganhou. Eu e o Ronaldo ganhamos nove vezes na São Clemente. Ganhei também na Porto da Pedra em 2000. Sérgio e Flávio e o FM ganharam uma vez.

C: Qual é o ponto alto do samba?

R.G: Os dois refrões são muito fortes. O primeiro é irreverente e o do meio, interativo.

C: Pretendem levar quantas pessoas para torcer pelo samba na final e quanto gastaram durante a disputa?

R.G: A ideia é levar 400 pessoas. Acredito que gastamos uns R$ 20mil com tudo, inclusive o palco.

C: Qual é o adversário mais forte dessa final?

R.G: Os dois são fortes. As outras parcerias também, já foram campeãs e merecem muito respeito.

C: Quem vai defender o samba na final?

R.G: Anderson Paz.

C: Qual é a sua ligação com a São Clemente?

R.G: Eu tô na São Clemente desde 82. O meu pai fazia parte da ala dos compositores. Quando ele saiu, eu entrei. Todo ano desfilo independente do resultado. Sou São Clemente perdendo ou ganhando.

(Eugênio Leal, Armandinho do Cavaco, Carlinhos da Penha, Rodrigo Maia, Luiz IAPTEC, J.J. Santos e Fadico)

Carnavalesco: Como está a expectativa para sexta?

Eugênio Leal: Já tem umas três semanas que não dormimos direito. A gente se fala todo dia, toda hora. Uma apreensão muito grande. Estamos tentando montar um grande show para essa final. Queremos explodir a quadra, no bom sentido. A expectativa é gigantesca.

C: Acreditavam que estariam na final desde o início da disputa?

E.L: Com certeza. A parceria é forte na escola. Nesse ano, juntamos três grupos. Três parcerias que sempre chegaram forte. Quase todos já ganharam samba. Ganhar é consequência do trabalho. Gostamos muito do resultado do samba e passamos a confiar ainda mais.

C: Onde o samba foi feito? Quanto tempo demorou?

E.L: Na casa do Rodrigo Maia, no Engenho de Dentro. Tinha um espaço tranquilo, sem atrapalhar ninguém. Gravamos o samba um dia antes de entregá-lo. Trabalhamos nele cerca de um mês. Fizemos várias reuniões. Tínhamos um caminho aí, depois do tira- dúvida da escola mudamos um pouco. Queríamos fazer uma coisa bem perfeccionista. Sabemos da posição da escola no desfile. A escola precisa de um grande samba. Tivemos muito trabalho para fazer esse samba.

C: Alguém da parceria já foi campeão na São Clemente ou em outra escola?

E.L: O Luiz IAPTEC nunca ganhou. Eu e o Armandinho ganhamos três vezes (nem sempre no mesmo ano), o Carlinhos, o J.J e o Rodrigo ganharam uma vez, e o Fadico está estreando.

C: Qual é o ponto alto do samba?

E.L: Eu acho que o samba como um todo. Ele consegue ser um samba moderno, de melodia fácil e bom de cantar. Ele é vibrante. A melodia consegue expressar tudo. A letra é poética e dá para se colocar no papel do componente e do espectador. A escola pediu para que fizéssemos um samba onde o público participasse do espetáculo. Os dois refrões são muito fortes. O primeiro a melodia é forte. E o outro é de empolgação – “O inesperado pode acontecer”. Queremos demonstrar que a escola não é só a escola da irreverência. Temos que valorizar a mudança da São Clemente. Ela está em um outro nível. Ela quer ser respeitada.

C: Pretendem levar quantas pessoas para torcer pelo samba na final e quanto gastaram durante a disputa?

E.L: Se der tudo certo, umas 800 pessoas. Acredito que, com gravação e mais o palco, gastamos aproximadamente R$ 20 mil.

C: Qual é o adversário mais forte dessa final?

E.L: É muito difícil dizer. A semifinal já foi forte. Depois do nosso, o samba que eu mais gostava era o do Victor Alves (que caiu na semifinal). Eu gosto de todos os sambas. Os dois são muito fortes. Tem peso, penetração e história na escola. Muito equilíbrio essa final.

C: Quem vai defender o samba na final?

E.L: Em principio todo o time que está desde o começo. Estamos tentando fechar uma pessoa, essa pode ser a surpresa. Em princípio, Thiago Britto, Serginho Gama, Marquinho Artsamba e o Lequinho.

C: Qual é a sua ligação com a São Clemente?

E.L: Eu entrei para a escola em 95 e tocava tamborim. Em 2000, virei diretor dos tamborins. A partir desse carnaval, comecei a concorrer como compositor. E sempre desfilo na escola, de 95 até 2007. Fui diretor de bateria, pedi para sair devido ao trabalho. Também já fui assessor de imprensa. Gosto muito da escola.

Programação

21h – Abertura dos portões e pagode com o grupo Batuque na cozinha e convidados

23h – Apresentação da Fiel bateria com o intérprete da escola Igor Sorriso e segmentos

1h30 – Início das apresentações dos três finalistas (A ordem será sorteada na hora)

4h30 – Previsão de anúncio.

Como Chegar

A quadra da São Clemente fica na Av. Presidente Vargas, 3102 ( em frente ao prédio dos Correios) – Centro.

Linhas de ônibus:

Zona Norte: 254, 284, 457, 232, 455, 456

Zona Sul: 434, 422, 472, 455, 457. 456, 459, 485

Tijuca: 220, 226

Metrô

Quem pega o metrô linha 2 (Pavuna x Botafogo) deve descer na estação Cidade Nova.

Táxi

Para quem vai de táxi, fica a dica. Na bandeira 2, forma de cobrança depois das 21h, uma corrida de Botafogo até a quadra da São Clemente no Centro custa entre R$ 17,00 e R$ 20,00.

Carro particular

A quadra conta com estacionamento limitado de vagas.