Salgueiro inicia fase mata-mata de disputa de samba e faz balanço positivo

O Salgueiro deu início na noite deste sábado à fase de oitavas de final de sua eliminatória de sambas-enredo. Das 45 obras inicialmente inscritas restaram 16, com a metade delas se enfrentando de maneira inédita no palco. As oito mais bem avaliadas passam à fase de quartas de final e assim sucessivamente até restarem duas que farão a grande final dia 11 de outubro.

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A forma de apresentação foi desenvolvida de maneira bem dinâmica na quadra. Os oito sambas foram divididos em quatro chaves. Cada obra teve 5 minutos para a apresentação inicial. Neste momento cabia à cada parceria a escolha da forma de apresentação. Com o término deste primeiro momento, o outro samba da chave também cumpria o mesmo papel no tempo estipulado. Em seguida novamente os sambas tiveram 10 minutos cada para se apresentarem com a primeira passada sem bateria e o restante do tempo com bateria.

Com as parcerias podendo definir a melhor forma de apresentar seus sambas nos 5 minutos iniciais, pode-se confrontar algumas que optaram por jogar para o canto da torcida todo o tempo com outras optaram por uma passagem mais tradicional. Uma reunião das parcerias com o mestre Marcão definiu previamente como seria a participação dos ritmistas em cada um dos oito sambas que se apresentaram.

O diretor de carnaval do Salgueiro, Dudu Azevedo, concedeu entrevista ao CARNAVALESCO e fez um balanço positivo do primeiro dia de mata-mata. – Esteve dentro daquilo que a gente esperava. Acredito que tenha sido uma maneira mais dinâmica de se apresentar, até porque a passagem de som se dá de maneira conjunta e mais rápida. A presidente Regina Celi gostou, assim como o mestre Marcão e a direção de harmonia – declarou Dudu.

A estrutura de apresentações, com parte do tempo livre para os compositores criarem e outro período determinado pela escola, será mantida até a final, segundo Dudu Azevedo. – À medida que forem caindo os sambas podemos aumentar esse tempo, mas a proposta é de seguir com essa estrutura. É algo que faz os compositores terem a necessidade de criar – finalizou Dudu Azevedo.