Salomão afirma que colocará chumbo na bandeira da Renascer na próxima vez no Grupo Especial

 

 

Mesmo com o rebaixamento de sua escola para o Grupo de Acesso A, o presidente da Renascer de Jacarepaguá, Antônio Carlos Salomão, manteve a serenidade ao comentar o resultado do Grupo Especial no Carnaval 2012. Apesar disso, o dirigente deu uma alfinetada no critério de avaliação dos julgadores da elite do samba carioca. Para ele, será necessário colocar mais peso na bandeira da escola de Jacarepaguá quando ela voltar ao Grupo Especial.


– Já até falei isso com algumas pessoas, vou colocar chumbo na bandeira para ver se ela pesa mais. Sou até suspeito para falar, ninguém acha o seu próprio filho feio, mas será que fizemos um desfile tão ruim assim? A ponto de não termos recebido nenhuma nota 9,9 ou 10? Será que o meu enredo e o meu samba eram tão ruins? Não acertamos em cabine nenhuma? É uma incógnita, mas não sou de ficar chorando e culpando o presidente da Liga, a Prefeitura. É preciso aceitar o processo, o sistema – disse Salomão.


O presidente da Renascer rebateu também as críticas sobre a escolha do enredo. Salomão não considera que a história de Romero Britto seja fraca para tornar-se enredo de uma escola do Grupo Especial. Ele apenas lamenta algumas promessas de patrocínio não cumpridas.


– Não acredito mais em enredo patrocinado, não que este enredo sobre o Romero tenha nascido com promessa de patrocínio, mas depois eu recebi algumas que não foram cumpridas. Prefiro não revelar de quem partiram, mas para 2013 nem espero isso. Já tenho algumas possibilidades e posso adiantar que o enredo será com forte cunho cultural. Ainda vou resolver isso. Agora estou aguardando a data limite para sair da Cidade do Samba. Já sei que vou para o barracão que era da Inocentes, que por sua vez ocupará o nosso lugar na Cidade do Samba.


De volta a dura realidade de escassez de recursos do Grupo de Acesso, Salomão garante que o descenso não causará grande impacto nas finanças da escola. Ele promete manter o bom nível dos desfiles apresentados pela escola da Zona Oeste no Grupo A e revela que não deverá fazer grandes mudanças nos segmentos da Renascer.


– Não faço loucuras. Sempre faço carnavais do tamanho da subvenção. Isso foi visto no Grupo Especial. Tudo o que a escola ganhou passou na Avenida, até um pouco mais, acho que isso ficou bem claro. No Grupo A eu sigo o mesmo caminho. Nunca fomos a coitadinha no Acesso, sempre passamos bem e vamos manter esse histórico. Sobre os profissionais, hoje todos estão na escola. Ainda vou definir isso, mas não dispensei ninguém. Todos falavam para trocar o casal, por exemplo, mas recebi as melhores notas justamente neste quesito.


Lesga


Ex-vice-presidente da Lesga e amigo pessoal do ex-presidente Reginaldo Gomes, Antônio Carlos Salomão lamentou o final da gestão em que participou na entidade. Para ele, é preciso que todos entendam que a culpa não é de Reginaldo Gomes.


– A culpa é do processo. Todos culpam o presidente, querem brigar com a entidade, reclamar com a Prefeitura, mas a culpa é do processo… A Lesga tem uma doença crônica que são os jurados. Ninguém vai conseguir administrar isso direito, por que não dá para subir todas as escolas.  Acho que as escolas precisam se espelhar nas do Grupo Especial, lutar juntas para conseguir uma subvenção melhor. Reginaldo e eu tentamos fazer isso. No Especial, são 11 escolas fixas. Não dá para ficar chorando quando se perde um campeonato, é preciso entender o processo – disse Salomão.
 
 

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