Sambistas sem sucesso nas urnas no Rio. Farid é eleito em Nilópolis

Os sambistas seguirão por mais quatro anos sem representatividade na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Com a trágica morte do presidente da Portela, Marcos Falcon, que era candidato pelo Partido Progressista, restaram na disputa Dudu Nobre, José Carlos Machine, a presidente do Salgueiro, Regina Celi, e mestre Dinho, comandante da bateria da Unidos de Padre Miguel. A comandante da Academia do Samba teve a votação mais expressiva com 4.275 votos, cerca de 0,15% do total. A candidata terminou como a 130ª votada. O compositor Dudu Nobre alcançou a marca de 1.621 votos, terminando em 284º lugar. O mestre de bateria da Unidos de Padre Miguel, Dinho, alcançou os 630 votos. Machine não teve seus votos computados por estar com a situação jurídica pendente na justiça eleitoral.

Se no Rio os sambistas saíram derrotados das urnas, na região metropolitana os resultados foram favoráveis. Principalmente para a Beija-Flor de Nilópolis. O presidente da azul e branca, Farid Abrahão David obteve 60.595 votos, 60,1% dos votos válidos, para a prefeitura. Farid retorna ao comando da cidade da Baixada (ele foi prefeito entre 2001 e 2005). O clã dos David já comandou Nilópolis ainda entre 1983 e 1992.

Com 2.411 votos o filho de Reginaldo Gomes, presidente da Inocentes de Belford Roxo, Rodrigo Gomes conseguiu também uma vaga na câmara de vereadores do município. A campanha de Rodrigo causou polêmica e respingou na escola de samba, que teve de alterar o local de sua final de samba, pois a Justiça Eleitoral ameaçou lacrar a quadra.