Santa Cruz comete diversos deslizes em seu ensaio técnico no Sambódromo

 

 

O carro de som conduzido pelo intérprete Paulinho Mocidade anunciava “Chegou Santa Cruz, o chão vai tremer. A comunidade faz acontecer”, mas a agremiação não correspondeu no canto durante o ensaio técnico da escola no Sambódromo. A falta do canto dos componentes comprometeu todo o treino. A alegria e a disposição que sobravam nos componentes não foram vistas na ponta da língua.

 

* VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

 

* VÍDEO: VEJA COMO FOI O ENSAIO

 

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Renatinho, diretor de carnaval da Santa Cruz, fez uma avaliação do ensaio técnico da escola. – Acredito que a Santa Cruz atingiu 80% daquilo que esperamos para o desfile principal. Houve alguns desentendimentos com alguns componentes que não vinham participando dos ensaios. Algumas pessoas com aquele deslumbre da Sapucaí, mesmo com ela vazia. Mas até o carnaval vamos suprir todas as deficiências que apresentamos no desfile de hoje – afirmou.

 

* VEJA AQUI: ANÁLISE DA BATERIA NO ENSAIO

 

Comissão de frente

 

A comissão de frente, comandada por Carlinhos Muvuca, que estava em uma cadeira de rodas, apresentou partes da coreografia que será levada à Avenida no desfile oficial. O grupo era formando por 13 rapazes e duas mulheres, com passos bem ensaiados e marcados, porém o público não reagiu às apresentações em frente às cabines dos jurados. – Estamos ensaiando desde outubro e até dezembro ensaiávamos três vezes, agora passamos a ensaiar duas vezes por semana aqui na Marquês de Sapucaí a partir das 22 horas, sem hora certa para terminar. Nossa comissão de frente será “O momento mágico do criador e sua criação”. É como se o criador tivesse feito o mundo como se fosse a cidade de Jundiaí e seus encantos e magias. Jundiaí é um grande parque industrial e representaremos isso. (VEJA AQUI O VÍDEO DA APRESENTAÇÃO)

 

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

 

Já no início do ensaio, um fato inusitado aconteceu com o casal de mestre-sala e porta-bandeira Robson e Ana Paula, experientes na Marquês de Sapucaí e estreantes na Santa Cruz. Eles apresentaram de costas para a primeira cabine de jurados. A dupla confundiu o lado da cabine, mesmo assim seguiu a apresentação, sem corrigir o erro. Na apresentação para a segunda cabine, a dança foi executada com movimentos lentos. Por duas vezes a porta-bandeira esticou a mão para o seu par que não correspondeu e também não dançou olhando para a sua dama. (VEJA AQUI O VÍDEO DA APRESENTAÇÃO)

 

* VEJA AQUI: LUIS CARLOS MAGALHÃES ANALISA O ENSAIO TÉCNICO

 

Harmonia

 

O presidente Zezo discursou na abertura do ensaio e disse que a comunidade tinha a obrigação de fazer o melhor ensaio da Sapucaí. – Brinquem, cantem, lutem pela escola de vocês. Hoje as alas comerciais não participarão apenas a nossa comunidade. Vamos mostrar que Santa Cruz também sabe fazer carnaval – disse, porém, a comunidade não deu conta do recado, pareceu só ter ouvido o “brinquem”, deixando para minoria o “cantem”. A escola passou pela Avenida empolgada, porém com o canto bastante irregular, com algumas alas até mudas. Nem o refrão, justamente ele, que “chamava” a comunidade para tremer o chão, salvava. No carro de som, o cantor Paulinho Mocidade cumpriu seu papel na boa condução da obra pela Avenida, e deu sua visão do ensaio. – Achei além da expectativa. O som poderia melhorar um pouco, pooderia ter mais retorno, mas é natural. O samba mexeu com as arquibancadas e iremos buscar o título. Ensaiar na Sapucaí é como se fosse um desfile. Tem tudo a ver – afirmou Paulinho.

 

Ainda no carro de som, o jovem cavaquinista J Junior foi apontado como um dos destaques. Ele recebeu o calendário anual da Brazil Carnival Ooah!. – Estou muito feliz com esse prêmio. Meu sonho é me tornar um músico profissional, estou muito feliz, muito obrigado – disse o cavaquinista.  

 

Evolução

 

Era possível ver componentes passarem pela avenida conversando, fotografando e falando ao celular. A evolução da escola funcionou com as alas soltas se movimentando por toda largura da pista, porém a direção de harmonia deixou com que tudo acontecesse de forma muito liberal, embolando os setores e prejudicando a evolução.

 

Rainha da bateria de mestre Rafael, Jaqueline Maia, que é da comunidade e completou cinco anos de reinado à frente dos ritmistas, mais uma vez, se mostrou segura, esbanjando simpatia, interagindo a todo o tempo com seus ritmistas. Com uma roupa belíssima, carisma e samba no pé ela foi mais um destaque da noite, sendo premiada com um kit da D' Samba.

 

– A escola vem de longe, mas não deixamos a desejar para nenhuma outra. Não paramos nenhum minuto, praticamente não tivemos férias. A escola não teve nenhum momento de displicência e estamos ensaiando sempre e com garra. Hoje viemos aqui mostrar a nossa força, mostrar o chão da Santa Cruz – comentou a rainha.

 

Mestre Rafael avaliou a atuação da bateria no ensaio. – Foi produtivo demais. Colocamos em prática tudo o que estamos fazendo nos ensaios em Santa Cruz. As dificuldades existem. Mas vamos lapidar a escola na rua para no sábado de carnaval alcançar os nossos objetivos.

 

Representantes de Junduaí, cidade paulista que será homenageada pela escola através do enredo “"Do toque do criador à cidade saudável do Brasil – Jundiaí, uma referência nacional" estiveram presentes no ensaio. O presidente da liga do carnaval da cidade, um intérprete, uma musa, uma ala e até um casal de mestre-sala e porta-bandeira participaram do treino da Santa Cruz que voltará à Marquês de Sapucaí no dia 1º de março, sábado de Carnaval para ser a sétima escola a desfilar em busca da única vaga ao Grupo Especial.

 

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