Santa Cruz promete revolucionar o conceito dos seus carnavais com enredo sobre Jundiaí

Sétima escola a desfilar na Passarela do Samba no sábado de Carnaval pela Série A, a Santa Cruz  promete através do enredo sobre a cidade paulista de Jundiaí reevolucionar o conceito de carnaval da agremiação. O site CARNAVALESCO conversou com o autor do enredo e integrante da Comissão de Carnaval da verde e branco da Zona Oeste, Daniel Ghanem, que buscou em Jundiaí inspiração para a criação do enredo “Do toque do criador à cidade saudável do Brasil – Jundiaí” – Quem vai à Jundiaí se apaixona. Gostaria que as pessoas de maneira geral não tivessem o pré-conceito de que falar de Cidades é enredo caça-patrocínio – esclarece Daniel.

A ideia do enredo pelo artista surgiu a partir de amigos que foram julgadores do Carnaval da cidade. Durante suas férias, o carnavalesco resolveu conhecer a Jundiaí tanto elogiada pelos seus amigos e se apaixonou – Fui para ficar um final de semana e acabei ficando por 15 dias, contou. A partir do que viu e viveu por lá, Daniel criou um enredo e apresentou em algumas agremiações. O presidente Zezo “comprou” sua ideia e  contratou o artista estreante no Carnaval do Rio de Janeiro, após dez anos de trabalho no Carnaval de Campos dos Goytacazes.

A ideia do enredo pelo artista surgiu a partir de amigos que foram julgadores do Carnaval da cidade. Durante suas férias, o carnavalesco resolveu conhecer a Jundiaí tanto elogiada pelos seus amigos e se apaixonou – Fui para ficar um final de semana e acabei ficando por 15 dias, contou. A partir do que viu e viveu por lá, Daniel criou um enredo e apresentou em algumas agremiações. O presidente Zezo “comprou” sua ideia e  contratou o artista estreante no Carnaval do Rio de Janeiro, após dez anos de trabalho no Carnaval de Campos dos Goytacazes.

– Não se pode falar de Jundiaí sem falar da questão da qualidade de vida que é excepcional e também sobre a uva, marca da cidade que recentemente foi eleita por uma importante revista como o melhor local para se morar e viver no Brasil.  Por outro lado não deixaremos de fora, mas apenas pincelaremos de forma carnavalizada a parte histórica. Não que esta parte não seja importante, mas falar de cana-de-açúcar, café e escravos já é banal e não acrescentaríamos nenhuma novidade cultural ao público, esclarece.

Conheça o Carnaval da Santa Cruz através dos seus quatro setores:

Setor 1  – A formação e a construção de Jundiaí

– Criamos a história do criador e do paraíso num mundo de ilusão. Nesse setor falaremos de Jundiaí como um paraíso construído por um criador. A chegada dos imigrantes, a formação da população e a árvore lendária (uma figueira gigantesca que existiu na região central da colônia cumprindo nos primeiros tempos, a função de "alojamento" dos imigrantes) serão retratados. A árvore, uma grande “mãe” para as pessoas que debaixo dela se abrigavam será representada pelas “mães” baianas. Nesse setor a história da cidade será apresentada de forma carnavalizada, afirma Daniel

Setor 2  – Transformação

Jundiaí começa a despontar para o futuro. O marco importante para a cidade foi a chegada da ferrovia Santos-Jundiaí iniciando um amplo processo de imigração. O trem  foi festejado na época pela banda que tocou o dobrado, essa banda será retratada no desfile pela bateria de mestre Rafael. O transporte foi um divisor de águas na cidade.

Setor 3 –  Circuito das Frutas

Cada cidade de São Paulo é responsável pela produção de uma fruta. Jundiaí é conhecida como a terra do morango e da uva, onde é fácil encontrar uma adega de vinhos a cada esquina, mesmo que seja com um toque de morango. Na cidade é realizada anualmente, de maneira intercalada, as festas do morango e da uva, reconhecidas nacionalmente. Todo o produto que vai para  São Paulo passa pela cidade, que é responsável pelo circuito das frutas. Nesse setor haverá uma homenagem aos imigrantes. E não ficará de fora a Festa da Uva, tradicional festa no calendário da cidade.

Setor 4 –  Potencial Industrial de Jundiaí

 – É o setor que aposto muito. A grande mensagem do enredo. Nele temos um carro alegórico que nunca passou pela Avenida, nem no Grupo Especial, estamos confeccionando com todo o cuidado.  Jundiaí tem qualidade de vida excepcional. Lá a coleta seletiva funciona, não se vê lixo no chão, há saneamento básico de qualidade, a taxa de desemprego é de 0,1%, é duro falar isso, mas nem parece o Brasil que conhecemos e que tanto ouvimos falar. Tudo isso será retratado nesse setor que contará com habitantes de Jundiaí em alas e nesta surpresa da quarta alegoria. A ideia é que o parque industrial e a tecnologia impulsionem cada vez mais o progresso da cidade. Neste setor não ficará de fora o Castelo das Águas pois a cidade também é conhecida por ter a água brasileira mais pura, diz Daniel.

A agremiação contará com duas alas e um carro coreografado pelo EOS (grupo performático de habitantes de Jundiaí, fazendo a linha Intéprida Trupe, num total de 2.800 componentes desfilantes.

– Mostraremos uma Santa Cuz com progresso, uma Santa Cruz Hi Tech, futurista. Temos um conceito moderno. Não queremos cair na mesmice do Carnaval. Aguardem uma Santa Cruz diferente. Não viremos como as outras escolas da Série A. Temos um novo conceito criativo e ecologicamente correto. Todas as agremiações tem dificuldades financeiras, com a nossa escola não é diferente. Recebemos apoio da iniciativa privada da cidade, mas não na proporção que esperávamos. Claro que a ajuda recebida foi bem vinda, mas trabalharemos com material alternativo como garrafa pet, PVC, plástico, material reciclado e espuma. Usaremos poucas plumas e penagens, abusando da criatividade. Nosso Carnaval está orçado em R$ 1,8 milhão, adianta Daniel Ghanem.

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