Segunda noite de desfiles da Série A promete o esperado duelo Viradouro x Unidos de Padre Miguel

viradouro_alegorias_concentracao2018-3Depois da primeira noite de desfiles no Sambódromo carioca mais sete agremiações darão continuidade na noite deste sábado aos desfiles da Série A. O dia promete colocar a prova as reais condições de Unidos do Viradouro e Unidos de Padre Miguel na luta pelo campeonato, polarizado desde o início da fase pré-carnavalesca.

Cruzarão a pista de desfiles Alegria da Zona Sul, Acadêmicos de Santa Cruz, Unidos do Viradouro, Acadêmicos da Rocinha, Acadêmicos do Cubango, Inocentes de Belford Roxo e Unidos de Padre Miguel. Diferente do horário de sexta, neste sábado, os desfiles começam meia-hora mais cedo, a partir das 22h. A última escola entra na avenida entre 02h30 e 03h30 já do domingo de carnaval.

Junto das 26 escolas o ano inteiro, tanto da Série A, quanto do Grupo Especial, o site CARNAVALESCO prepara a melhor cobertura de sua história depois de comemorar seu décimo carnaval de trabalho jornalístico. Os nossos leitores poderão conferir as análises da tradicional crônica de cada desfile, a análise cabine a cabine de jurados, entrevistas exclusivas, avaliação das baterias, e matérias especiais sobre todos os momentos do desfile. Todas as matérias serão publicadas no decorrer da noite após os desfiles, para que nossos – apaixonados por carnaval – leitores saibam tudo sobre as quatro noites de desfile.

Ordem de desfile deste sábado da Série A:

1 – Alegria da Zona Sul
2 – Acadêmicos de Santa Cruz
3 – Unidos do Viradouro
4 – Acadêmicos da Rocinha
5 – Acadêmicos do Cubango
6 – Unidos de Padre Miguel

Carnavalescos falam o que esperar dos desfiles desta noite

alegria_alegorias_concentracao-12-copyAlegria da Zona Sul: “É um enredo bem interessante, mas o que eu acho mais interessante é a própria Luiza pela força que ela tinha, por ser uma mulher negra e liderar um grupo, ter essa liderança perante eles. Se eles ganhassem a guerra, ela ia ser considerada até a rainha da Bahia. Isso eu achei muito interessante e até muito atual pelo momento, de uma mulher negra ter esse poder todo. A gente não está falando somente da Luiza em si, estamos até levantando uma bandeira pra todas as mulheres guerreiras do nosso Brasil.” (Marco Antonio – carnavalesco)

Acadêmicos de Santa Cruz: “A gente começa com o sonho lúdico das crianças, com Alice no País das Maravilhas, com o Mágico de Oz, que são histórias que remetem a isso. Aquela expectativa de um mundo fantástico, de um mundo melhor. Depois vêm os adolescentes com o bem me quer, mal me quer. Depois vamos para tudo aquilo que o homem procura para melhorar sua vida: é a cigana que vai ler a mão, que vai jogar a carta; é a festa de Iemanjá na passagem de ano, que você vai lá jogar as flores para pedir um novo ano com uma coisa melhor, com uma estrutura melhor, para que a gente viva melhor. E a gente fecha com exatamente isso, a Santa Cruz indicando que o povo não perca esse sentido de brasilidade, de patriotismo que a gente não pode perder. Vamos amar o Brasil, apesar de tudo. Com todas as roubalheiras, com todos os problemas, nós temos que amar esse país, pois foi aqui que nós nascemos, aqui nós vivemos, e aqui que talvez muitos vão morrer. Temos de defender o Brasil, como se o Brasil fosse futuramente o grande esteio para o mundo. As profecias dizem isso. Por enquanto não é não, mas pode ser que seja.” (Max Lopes – carnavalesco)

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rocinha_alegorias_concentracao-11-copyUnidos do Viradouro: “Tem muita coisa interessante, mas no Acesso para ter início, meio e fim é preciso cuidado. Muitas histórias, invenções e criatividade que cito no enredo eu escolhi e materializei aquilo que me desse a melhor plástica. É um desfile muito interativo. Cada setor terá um momento especial. O meu grande trunfo é o carnaval todo. O que busco fazer é de alguma forma tornar esse desfile da comunidade, do público, que haja interação. Não será um desfile do Edson Pereira. Vamos provocar sentimentos e tentar com que fiquemos na mente das pessoas.” (Edson Pereira – carnavalesco)

Acadêmicos da Rocinha: “O carnaval da Rocinha esse ano está maior. Eu uso mais esculturas, altura, o volume aumentou. Vimos essa necessidade de eu ter vindo campeão, da escola ter feito um carnaval muito bacana ano passado. Acabou sendo dois pesos. É claro que eu quero mostrar mais um grande trabalho. A gente vem também com dois carros com movimento, e a iluminação eu acho que o carnaval sempre necessita para ressaltar o trabalho de adereço, de efeito, o trabalho cênico nas alegorias. Vai ter muita iluminação, ressaltando principalmente os coloridos, que eu acredito ser uma marca do meu trabalho. Vem dois carros com movimento, o abre alas e o segundo carro.” (Marcus Ferreira – carnavalesco)

inocentes_alegorias_concentracao-5-copyInocentes de Belford Roxo: “Eu ia fazer um carnaval mais “careta” pois era um tema de uma região com alguns elementos que precisam ser pontuados, como a história, as revoltas armadas mas nessa circunstância atual eu peguei a rédea e fiz um carnaval 100% Wagner Gonçalves, ele nasceu comum mas já se tornou loucão (risos), ousado, inusitado, com materiais diferentes e me deixou bem feliz, quando foi vendo que não teria tanta grana me deixaram fazer a minha maluquice pois sabem que eu sei o que estou fazendo.  Ninguém vai ter uma ascensão mais rápida que a do Leandro, ele fez um ano na Caprichosos e logo após já foi pra Mangueira, mais rápida do que essa é impossível. Pra mim é indiferente trabalhar na Série A ou no Especial, eu quero um lugar que me pague, que me respeite e que me deixe trabalhar, eu vi algumas declarações de carnavalescos da Série A que não recebem, queria deixar claro que esse não é o meu caso, eu recebo e recebo bem, eu cobro muito, trabalho muito, a minha relação hoje é com o carnaval, se é Especial ou Série A é indiferente pra mim. Eu cobro o que deve ser cobrado, de acordo com a minha dedicação, meu empenho e meu profissionalismo, minha relação é extremamente profissional. Pra ir pro especial ganhar menos e não ter liberdade pra trabalhar, eu prefiro ficar aqui, pra mim o profissionalismo é o que pesa. Pra mim é um processo natural, já fui e tenho sido chamado, se eu tiver que ir, tendo liberdade e tendo condições de trabalho eu vou, sem ter um deslumbramento de achar que ali é um lugar melhor, o lugar melhor é o lugar em que a gente se sente feliz e tem um respeito.” (Wagner Gonçalves – carnavalesco)

cubango_alegorias_concentracao-11Acadêmicos do Cubango: “Aposto no todo, o conjunto da escola. É uma escola que vem passando por um processo de reestruturação e essa reestruturação vem perpassando todos os elementos do desfile. Nós temos uma comissão de frente muito forte coreografada pelo Sérgio Lobato que nos ensaios de rua já vem causando uma boa impressão, um impacto inicial, o casal Diogo Jesus e Thais Romi, dispensa apresentações, temos uma grande bateria, temos um samba considerado por muitos um dos melhores do grupo de acesso do ano, que acredito que conseguiu captar bem a poeticidade do enredo. Eu penso que o conjunto vai ser bastante interessante, pelo menos é o que eu e o Gabriel Haddad mais projetamos nesse desfile, e a nossa contribuição que são as fantasias e as alegorias, além do enredo, claro, a gene pensa que isso vem só coroar, só emoldurar esse todo da escola.” (Leonardo Bora – carnavalesco)

Unidos de Padre Miguel: “O primeiro setor é o eldorado submerso. É o mergulho do ribeirinho com o pajé, até chegar ao fundo do Rio quando ele se depara com a cidade encantada, protegida pela enorme serpente. É um início bem suntuoso com muito dourado, bem imponente. O segundo setor são as visões da criação, quando esse ribeirinho descobre que tudo que acontece aqui em terra firme também acontece aqui em baixo. Dia, noite, sol, lua, como a região amazônica foi formada. No terceiro setor são os seres delirantes do eldorado, onde ele conhece a história da Iara, do pirarucu, beija-flor e no último setor que é onde eles retornam pra terra firme. Quando o ribeirinho e o pajé se deparam com a ilha de Parintins, onde o boi garantido e o boi caprichoso se enfrentam ano a ano contando essas lendas no bumbódromo.” (João Vitor Araújo – carnavalesco)

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Conheça o regulamento

O quesito harmonia desde 2017 possui uma subdivisão. As notas relativas ao canto da comunidade e harmonia musical da agremiação devem ser somadas para validar o quesito. A forma de julgar continua a mesma sendo fracionadas a partir de 4,5 a 5. A novidade deste ano será a proibição de elemento cenográfico da comissão de frente. Além disso, outra mudança dignificativa foi a volta de mais uma cabine de julgamento, excluindo cabine dupla testada em 2017. Com isso, voltam a ser quatro módulos de avaliação.

– Tempo de desfile: O tempo de desfile para cada escola de samba da Série A da LIERJ será de, no mínimo, 45 (quarenta e cinco) minutos e, no máximo, 55 (cinquenta e cinco) minutos;

– Comissão de frente: O número máximo de componentes aparentes é de 15 e mínimo de 10;

– Bateria: Todas as escolas tem de possuir no mínimo 130 ritmistas, vestidos com a mesma fantasia exceto se o figurino for composto e tenha justificativa nas fichas técnicas;

– Casal de mestre-sala e porta-bandeira: O casal tem de ser exclusivo da Série A, não podendo ser o primeiro condutor do pavilhão em quaisquer outra escola de outro grupo;

– Carro de som: Não é permitido participação de intérprete oficial de agremiações do Grupo Especial, ainda que seja como apoio;

– Alegorias: O número mínimo de alegorias é de 2 e o máximo 4;

– Número de componentes: É obrigatório ao menos 1200 componentes por escola.

Após a apuração, a última colocada será rebaixada para Série B e em 2019 irá desfilar na Intendente Magalhães. A campeã terá a chance de desfilar no Grupo Especial e por regulamento, abre o domingo de carnaval.