Série A inicia espetáculo do Carnaval 2018 nesta sexta-feira depois de ano de incertezas

lierj_2018A sexta-feira de carnaval inaugura os quatro dias de espetáculo da folia carioca no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Na noite desta sexta-feira, a partir das 22h30, a Unidos de Bangu abre a Série A da Lierj, depois de um ano em que a incerteza e o descaso do poder público deram o tom no pré-carnaval mais difícil desde que a entidade foi fundada em 2013. O site CARNAVALESCO, em parceria com a Rádio Lully FM – La Profundidad 88.1, transmitirá ao vivo os desfiles, a partir das 21h.

Nesta primeira noite cruzarão a pista de desfiles, além da Unidos de Bangu, Império da Tijuca, Acadêmicos do Sossego, Porto da Pedra, Renascer de Jacarepaguá e Estácio de Sá. A última escola entra na avenida entre 02h15 e 03h05 já do sábado de carnaval. Junto das 26 escolas o ano inteiro, tanto da Série A, quanto do Grupo Especial, o site CARNAVALESCO prepara a melhor cobertura de sua história depois de comemorar seu décimo carnaval de trabalho jornalístico. Os nossos leitores poderão conferir as análises da tradicional crônica de cada desfile, a análise cabine a cabine de jurados, entrevistas exclusivas, avaliação das baterias, e matérias especiais sobre todos os momentos do desfile. Todas as matérias serão publicadas no decorrer da noite após os desfiles, para que nossos – apaixonados por carnaval – leitores saibam tudo sobre as quatro noites de desfile, a partir desta sexta.

Ordem de desfile desta sexta-feira da Série A:

1 – Unidos de Bangu
2 – Império da Tijuca
3 – Acadêmicos do Sossego
4 – Unidos do Porto da Pedra
5 – Renascer de Jacarepaguá
6 – Estácio de Sá

Carnavalescos falam o que esperar dos desfiles desta noite

cid_banguUnidos de Bangu: “A força do enredo, a proposta do enredo, o samba apontado como um dos melhores do grupo e essa diretoria que está trabalhando como nunca pra gente colocar esse carnaval na rua. Parece meio batido, mas é isso que eu penso, eu aposto na força do conjunto da escola. Penso que isso será o principal aliado para fazermos uma grande apresentação. Eu começo na África real, nobre, onde eu uso o alafim de oyó que é Xangô, não o orixá Xangô, mas o rei Xangô vivo em Oyó na África e a rainha ginga de Matamba. Um rei e uma rainha poderosissimos na África. Depois eu faço a travessia da calunga grande que é o próprio oceano atlântico e mostro ainda na sequência entre o abre-alas e o carro da própria travessia, uma África de clãs poderosos, de clãs ricos, guerreiros. Depois do carro três eu falo dos reis que chegaram da África escravizados e os reis que foram criados aqui, como Agotime, rainha que veio da África e fundou a casa das minas de São Luís do Maranhão e Zumbi dos Palmareis, o carro é dedicado a chico-rei. Entre o terceiro e o quarto carro eu vou mostrar a influência da coroação desses reis na nossa cultura, reis e rainhas do maracatu, toda essas manifestações culturais que tem como base a coroação de um rei e de uma rainha negra dentro da sua apresentação. E acabo naturalmente com uma coroação de reis e rainhas do maracatu que é o último carro”. (Cid Carvalho – carnavalesco) * LEIA AQUI SOBRE O BARRACÃO

it_barracao_2018_1Império da Tijuca: “Eu aposto no conjunto todo. O enredo é uma grande aposta. Uma história muito bonita, que emociona, que deixa qualquer um apaixonado. Então eu acho que a nossa grande aposta é o enredo. Os carros estão com uma plástica, tudo na medida do possível, com muito sacrifício, mas a gente está conseguindo colocar um belíssimo e grandioso carnaval na avenida. E a gente tem um conjunto: tem comissão de frente, tem aqueles pontos assim que o conjunto vai ser o grande diferencial na avenida”. (Sandro Gomes – carnavalesco)

* LEIA AQUI SOBRE O BARRACÃO

“Temos figuras confirmadíssimas como Selminha Sorriso, que vem no nosso abre alas vestida de Iemanjá. Ela é uma pessoa iluminada, uma pessoa maravilhosa, super do bem, que a gente já ama de paixão há vários anos. A gente tem também o Nando Cunha (ator do MultShow), temos ex-bbbs. A gente vai trazer um monte de surpresa. Eu acho que vai agradar bastante. Vamos ser segunda escola a desfilar, tem a história de ainda estar fria a Sapucaí e tal, mas acho que só com o calor de Omolu mesmo para levantar essa galera”. (Jorge Caribé – carnavalesco)

Acadêmicos do Sossego: “O objetivo do Sossego é incomodar, se der mole a gente tá la em cima dentro de nossas proporções. Essa quebra de tabu foi importantíssima, passar como campeã é obrigação, ganhar é uma consequência. A gente sempre pensou em trazer o Peterson, na verdade, o nosso colaborador maior, Sandro Avellar é um admirador do Peterson, assim como eu também sou, já fui jurado lá em Vitória e a gente quer o Peterson 100%. Acreditamos que o Peterson rende muito mais com esses enredos místicos, de rituais. Tem que trazer o carnavalesco consciente daquilo que se enquadra melhor. Jogamos isso com o apelo de que não existe uma verdade absoluta, que existem vários rituais de vários povos e que cada um tem sua verdade. Eu fiquei muito surpreso, essa coisa dos rituais de surgimento da vida me surpreendeu bastante”. (Wallace Palhares – presidente) * LEIA AQUI SOBRE O BARRACÃO

sossego_ensaio2801-7

pp_2018_saida_alegoriasUnidos do Porto da Pedra: “Começamos pelo glamour do Rio de Janeiro, que é uma coisa bastante saudável e boa de ser mostrada e que nós cariocas e o povo que gosta do Rio de Janeiro e vem para o carnaval tem saudade. O Rio que era capital federal e também da cultura do Brasil, nós vamos mostrar todos esses equipamentos que fizeram com que o Rio fosse o local propício para surgir o reinado do rádio, vamos falar dos cassinos, homenagem pro cassino da Urca, dos grandes hotéis, do Copacabana Palace, do Glória. As grandes casas de dança, das boates famosas, vamos falar tudo isso que o Rio tinha de maravilhoso no primeiro setor. No segundo setor , apresentaremos os veículos de comunicação, que ajudaram na criação dos nossos ídolos e das nossas rainhas, aí entra a Radio Nacional, a revista do Rádio, as gravadoras, os cinemas com as chanchadas. No terceiro setor, é o concurso propriamente dito, como ele começou, no início em 1936, numa pegada mais regional, pois estávamos num período pré-segunda guerra mundial e ele explode nacionalmente em 1947, logo após o final da segunda guerra mundial em 1945. Nesse setor nós teremos uma alegoria dedicada as rainhas. O final do desfile é o grande baile do rádio, porque elas eram eleitas pelo grande público por votação direta, mas elas recebiam a coroa do rei momo, num baile de carnaval do Rio de Janeiro, vamos mostrar o povo na rua, a corte do rádio, a corte do carnaval, as rainhas e vamos ter trazer uma rainha coroada em uma grande escultura. A escola vem com 22 alas, 4 grandes alegorias que não são acopladas, optamos por carros bem grandes e teremos 2200 componentes”. (Jaime Cezário – carnavalesco) * LEIA AQUI SOBRE O BARRACÃO

renascer01Renascer de Jacarepaguá: “O enredo surgiu na vontade de falar da floresta amazônica, sendo que de uma forma cultural. Foi na pesquisa que descobrimos que em 2018 a obra de Villa-Lobos “Floresta do Amazonas” completa 60 anos. E o que chamou nossa atenção foi a riqueza de informações que esse enredo poderia proporcionar para um ótimo desfile”. (Raphael Torres – carnavalesco) * LEIA AQUI SOBRE O BARRACÃO

estacio_barracao18_Estácio de Sá: “Nosso primeiro setor é esse paraíso de toma lá, dá cá, temos a primeira ala, casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, comissão de frente e o abre alas, eles vão estar representando exatamente esse primeiro encontro do Estácio de Sá com os indígenas locais, e esse troca troca de mercadorias. A gente teve uma coincidência em termos cromáticos que o que se trocou principalmente foi espelho e Pau Brasil. Do Pau Brasil se extrai a tintura vermelha, que era a cor da nobreza para a Europa, e também a cor da Estácio, e o prata que faz uma passagem com o branco, então a gente vai ter uma cobertura bem vermelha e prata. A gente tem o segundo setor que continua contando essa história do comércio, que na verdade é um comércio colonial, que são principalmente retratados pelos escravos de ganho, que era quem realmente ia para a rua fazer o comércio, e que foi retratado muito nas obras de Debret. A gente tem esse mercado colonial, que culmina na alegoria que representa o mercado da Praça XV. No nosso terceiro setor, a gente faz uma homenagem aos imigrantes, porquê com a abolição da escravatura, o Brasil precisou trazer mais mão de obra pra cá, o Rio de Janeiro sendo a capital do país, a gente conta essa história dos imigrantes, da forma como ele contribuíram, e dos mercados que eles construíram no Rio de Janeiro, um exemplo deles é o Saara, que é um mercado que se construiu em cima de um grupo de imigrantes, principalmente turcos, libaneses, árabes, e a gente termina com esse caro do Saara, nesse setor também a gente tem a bateria. No osso ultimo setor a gente faz uma grande homenagem aos novos mercados, os mercados contemporâneos que estão super em alta nesse momento, que todo mundo já conhece, que é o Mercadão de Madureira, Feira de São Cristóvão, exatamente esses mercados até chegar no mercado online, que é o boom do momento, que a gente vai fazer uma grande barca digital, fazendo uma homenagem também aos 90 anos da Estácio, a gente vai estar homenageando a Estácio nessa alegoria com convidados ilustres e pessoas que já fizeram parte dessa história e é basicamente isso. Esse é um pensamento de futuro para a escola”. (Tarcísio Zanon – carnavalesco) * LEIA AQUI SOBRE O BARRACÃO

Conheça o regulamento

– Tempo de desfile: O tempo de desfile para cada escola de samba da Série A da LIERJ será de, no mínimo, 45 (quarenta e cinco) minutos e, no máximo, 55 (cinquenta e cinco) minutos;

– O quesito harmonia desde 2017 possui uma subdivisão. As notas relativas ao canto da comunidade e harmonia musical da agremiação devem ser somadas para validar o quesito. A forma de julgar continua a mesma sendo fracionadas a partir de 4,5 a 5. A novidade deste ano será a proibição de elemento cenográfico da comissão de frente. Além disso, outra mudança dignificativa foi a volta de mais uma cabine de julgamento, excluindo cabine dupla testada em 2017. Com isso, voltam a ser quatro módulos de avaliação.

– Comissão de frente: O número máximo de componentes aparentes é de 15 e mínimo de 10;

– Bateria: Todas as escolas tem de possuir no mínimo 130 ritmistas, vestidos com a mesma fantasia exceto se o figurino for composto e tenha justificativa nas fichas técnicas;

– Casal de mestre-sala e porta-bandeira: O casal tem de ser exclusivo da Série A, não podendo ser o primeiro condutor do pavilhão em quaisquer outra escola de outro grupo;

– Carro de som: Não é permitido participação de intérprete oficial de agremiações do Grupo Especial, ainda que seja como apoio;

– Alegorias: O número mínimo de alegorias é de 2 e o máximo 4;

– Número de componentes: É obrigatório ao menos 1200 componentes por escola.

– Após a apuração, a última colocada será rebaixada para Série B e em 2019 irá desfilar na Intendente Magalhães. A campeã terá a chance de desfilar no Grupo Especial e por regulamento, abre o domingo de carnaval.