Site CARNAVALESCO apresenta dados dos custos de cada escola e da Liesa nos ensaios técnicos no Sambódromo

portela_campeas_2017_053A possibilidade de não haver ensaios técnicos para o Carnaval 2018 deixa muitos sambistas preocupados. A medida foi confirmada pelo presidente da Liesa Jorge Castanheira, que só garantirá os ensaios caso consiga a verba para custear a infraestrutura do Sambódromo. A reportagem do CARNAVALESCO apurou o que de fato é gasto para as escolas e a Liesa organizarem o evento. Desde 2014 todas as agremiações do Grupo Especial e Série A que desfilam no Sambódromo ensaiam no local. Todo o investimento em infraestrutura, segurança e afins é bancado pela Liesa.

São cerca de R$ 2,6 milhões no total, que são descontados pela Liesa de cada agremiação, algo em torno de R$ 200 mil. As escolas da Série A são apadrinhadas pelas demais e não contribuem para infraestrutura da Avenida. Além disso, cada escola gasta em média R$ 148 mil por ensaio, totalmente um volume final de quase R$ 2 milhões. Com os mais R$ 200 mil por escola investidos pela Liga, são mais R$ 2,6 milhões. A cifra chega a um gasto total médio de mais de R$ 4 milhões.

Além destes gastos viabilizados pela Liga, cada escola possui gastos específicos. Apuramos com uma grande escola do Grupo Especial em que se gasta para um ensaio técnico. Os gastos mais onerosos são com camisas e ônibus para o transporte dos componentes. Tripés, placas que dividem os setores, lanches, material para a bateria e ajudas de custo também entram no balancete. O valor total apurado chegou aos R$ 148.600,00.

Liga não consegue viabilizar sem parceiros, diz Jorge Castanheira

castanheira_fotoEm recente entrevista concedida ao site CARNAVALESCO, o presidente da Liesa Jorge Castanheira afirma que não é possível mais viabilizar os ensaios técnicos via caixa da entidade.

– Precisamos de R$ 4 milhões que estão em análise pela Lei Rouanet. Se forem captados e conseguirmos receber, temos até dezembro para decidir isso. Dependerá muito do mercado. O PIB não cresceu e teve queda de 0,5% e isso impacta nos negócios. As empresas que nos ajudarem irão expor no Sambódromo. Sem esses recursos pelo caixa da Liga não temos como realizar os ensaios técnicos – avisa.

Por outro lado fica a dúvida na cabeça dos sambistas. Como empresas não se interessam por associar sua marca a um evento da magnitude dos ensaios na Sapucaí. Com capacidade para 72 mil pessoas o Sambódromo fica abarrotado nos dias de ensaios que recebem as gigantes do carnaval. Houve um tempo em que eles aconteciam às sextas, sábados e domingos e as escolas ensaiavam de duas a três vezes por temporada. Em 2016, 120 mil pessoas ocuparam o Sambódromo nos dias de desfiles, o recorde histórico do Sambódromo. Quem pode resolver isso: a Liga, as escolas, o poder público ou a iniciativa privada?

Confira o gasto por itens de uma escola de samba por ensaio técnico:

Camisas – R$ 40 mil

Ônibus – R$ 18 mil

Vans – R$ 4.600

Caminhões – R$ 4.000

Tripé pede passagem – R$ 13 mil

Placas de setores – R$ 5 mil

Lanches e água – R$ 15 mil

Material da bateria – R$ 18 mil

Seguranças e brigada – R$ 22 mil

Empurradores – R$ 3 mil

Rádio comunicadores – R$ 2 mil

Carro de som – R$ 2 mil (ajuda de custo)

Mestre e diretores de bateria – R$ 2 mil (ajuda de custo)

Total – R$ 148.600

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