Thiago Diogo faz desabafo e diz quer permanecer na Grande Rio na Série A

grande-rio_desfile_2018_80No meio da dor sentida com o improvável rebaixamento da Grande Rio, uma das peças chaves da equipe da escola conversou com a reportagem do CARNAVALESCO sobre o drama vivido pela agremiação, que irá desfilar no acesso depois de 27 anos. O mestre de bateria Thiago Diogo revela que a dor da escola é muito grande e manda um recado à quem tripudia do sofrimento da comunidade de Caxias.

– A gente vive muito isso aqui. A dor é geral. Eu me mantive muito firme até o fim do desfile. Isso dói pelas possibilidades do carnaval ter sido campeão. Esses comentários sobre a Grande Rio entristecem muito. Nós temos uma comunidade enorme, que pulsa e canta muito mais que muita escola. A escola é uma cidade. Ler esses comentários dói bastante. Temos consciência de que se desse tudo certo poderíamos conquistar o título – destaca.

Criado no Salgueiro, Thiago Diogo alcançou o status de profissional do carnaval no Porto da Pedra. Em 2013, no primeiro carnaval da Lierj, ele esteve desfilando no grupo. Por isso ele não vê problema algum em desfilar no acesso, mas faz o alerta de que não é campeã sem desfile.

grande-rio_desfile_2018_74– Eu não vejo nenhum problema. O trabalho deve ser feito independente do que aconteça. Carnaval se ganha na pista. Não existe esse negócio de ‘não tem desfile’ ano que vem. Podem acontecer fatalidades. Todos ainda estão muito atordoados. Desde já dizer que a escola já venceu o grupo sem desfilar é um erro. Tenho muito pé no chão – afirma.

A bateria da Grande Rio viu de perto o drama com o carro quebrado, afinal estava programada para encerrar o desfile. Thiago revela os bastidores daquele momento e diz que se necessário fosse a bateria da escola poderia deixar o box antes do combinado.

– Sentimos muito a fatalidade. Era um grande carnaval. Somos conscientes de que foi uma fatalidade. Não questiono nenhuma nota. Não me apavorei, sempre joguei para o time. É uma consequência de tudo que ocorreu. A harmonia e a direção nos deixaram tranquilos para nossas apresentações. O primeiro momento era não deixar o meu time perceber o que estava acontecendo.Eu vivo o dia-dia da escola e acabava sabendo tudo desfile, então eu tinha a noção do que havia acontecido. Foram muitos ensaios fazer as bossas andando. Na primeira cabine tive problema de som grave, mas era só de baixo. Era nossa vontade sair antes, mas existe uma hierarquia. Para não estragar nós não saímos – finaliza.