‘Trabalho para a escola e não vivo da escola’, diz Horta

 

 

Na última década o carnaval carioca viveu um verdadeiro doping financeiro. Aumento na subvenção municipal, verba proveniente da Petrobras e mais lucro com venda de ingressos e de direitos de transmissão elevaram os gastos das escolas de samba do Grupo Especial a uma média de R$ 5 milhões para colocar um desfile competitivo na Marquês de Sapucaí. Mesmo assim, não é raro ver dirigentes se queixando da escassez de recursos e apontando enredos patrocinados como a solução financeira para um carnaval saudável economicamente. Sabe-se também que, além dos gastos dos desfiles em si, as agremiações têm despesas operacionais ao longo de todo ano, mas o comandante da escola que mais cresceu após a nova conjuntura econômica do carnaval cita a boa fé como principal virtude para disputar títulos.

Ricardo Almeida
– Não só eu, mas toda a diretoria da escola se dedicou muito durante esse período(últimos dez anos). Não podemos esquecer também  trabalho feito pela Liga no sentido de melhorar os recursos para as escolas. No momento em que a situação financeira da escola melhora é só trabalhar com honestidade. Trabalhamos para a escola e não vivemos da escola. Aconteceu conosco, mas pode acontecer com qualquer uma. O aumento da receita de televisão, da Prefeitura e da Petrobras facilitou a nossa vida. Antes faltava recursos – disparou Fernando Horta, que, somando os dois mandatos alternados, preside a Unidos da Tijuca há mais de 20 anos.


– A Unidos da Tijuca não pode parar. A pretensão é buscar esse bicampeonato – completa ele, garantindo que a definição do enredo deverá acontecer até o final do mês de maio. Um enredo patrocinado não foi descartado por Horta, que afirmou estar 'buscando parcerias'. 

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