Um toque de carnaval nos Jogos Mundiais Militares

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Se tiver festa, tem carnaval! E, se tiver carnaval, tem carnavalesco incluído nessa história! Depois de Rosa Magalhães abrilhantar a festa de abertura dos jogos Pan-Americanos em 2007, dessa vez, o artista é outro e o evento também: Chico Spinoza vai poder mostrar "o maior espetáculo da Terra" na abertura do V Jogos Mundiais Militares que, pela primeira vez, acontecem no Rio de Janeiro, a partir deste sábado. Ele foi convidado para trazer ideias comumente da passarela do samba ao gramado do Engenhão.

Em entrevista ao CARNAVALESCO, Chico Spinoza falou como vai ser sua participação nos Jogos Mundiais Militares e como surgiu o convite:

 – Eu recebi o convite do Abel Gomes, um amigo de TV Globo. Nós trabalhamos juntos na época do "Viva O Gordo", do "Planeta dos Homens", no Teatro Fênix. E fizemos alguns trabalhos durante a vida, como por exemplo o aniversário da Coca-Cola, festas da Volkswagen, entre outras. E, agora, ele me convidou e eu trouxe a minha equipe, que soma uma parte da televisão e uma parte de carnaval, como o Gebram e o Marcos Januário. A nossa participação é pequena, não é o espetáculo todo. Teremos 16 minutos. Vamos ilustrar o mapa do Brasil misturando as riquezas animal, vegetal e mineral. Obviamente que vamos trazer grandiosidades, que para um campo sempre fica pequena. Essa abertura não tem o status do Pan e nem das Olimpíadas, mas é um espetáculo bem feito e impecável. – frisa o artista.

Carnaval uma paixão

Spinoza nasceu  no interior de São Paulo. Começou a trabalhar como figurinista na extinta TV Tupi, depois passou pela Bandeirantes e pela Globo. Fez novelas, minisséries, musicais de final de ano e programas de humor.

 O carnaval surgiu na sua vida em 1987, na Acadêmicos do Salgueiro."Foi amor à primeira vista", segundo ele mesmo afirma. Seu primeiro trabalho na agremiação foi no ano seguinte, juntamente ao seu amigo e também carnavalesco Mário Monteiro. Depois disso, não parou mais. Foi ainda campeão pela Estácio (único título da agremiação no Grupo Especial), em 1992, com “Paulicéia desvairada”. Ficou mais um ano na escola e depois se transferiu para a Ilha do Governador. Na escola Insulana fez três carnavais, incluindo a melhor colocação da escola no Grupo Especial, um quarto lugar em 1994.

Spinoza passou por outras escolas no Rio de Janeiro, como Unidos da Tijuca, Mocidade, Viradouro, Caprichosos de Pilares e retornou à Estácio de Sá em 2010, onde fez seu último carnaval no Rio. Convidado, voltou às raízes na “terra da garoa”, e começou a trabalhar nas escolas paulistas.

Voltando para suas origens

Em São Paulo. já esteve na Nenê de Vila Matilde, Vai-Vai (foi campeão em 2008), Tom Maior e, para o próximo ano, vai assinar o trabalho da Unidos de Vila Maria.

 O carnavaesco citou em seu ponto de vista as diferenças entre o carnaval carioca e paulista:

 – Em São Paulo, eu me sinto em casa e confortável. Mas, no Rio,. existe uma cultura de carnaval. É diferente o olhar o trabalho e a cobrança. Quando eu estou no Ri,o gosto muito de sentir essa cultura que todo carioca tem. Em São Paulo, estamos colocando isso agora. Os valores são outros. O carnaval em Sampa é"verão" e, no Rio, não, é o ano todo. Mas a cada ano, o carnaval paulista está crescendo nitidamente. Hoje nós vemos escolas capazes de desfilar no Rio – afirmou.

Mesmo entre uma foto e outra, o carismático Chico continuou sua entrevista e contou sobre o olhar do carnavalesco para eventos com grandes proporções:

 – O olhar do carnavalesco mexe um pouco com esse sentido de liberdade que o carnaval traz. E acaba que conseguimos trazer esse espetáculo para estes tipos de eventos. Não fica naquelas coreografias duras, quadradas. O carnaval vem e relaxa isso. Transforma isso em conforto, faz isso ter um jogo de cintura. Aliás, ter um pouco de malandragem faz bem para qualquer tipo de festa mesmo que seja do exército – brincou o carnavalesco

Chico Spinoza também não deixou de falar da sua vontade de retornar ao carnaval carioca no Grupo Especial:

 – Eu tô esperando um bom convite. O que é um bom convite? Uma escola que tenha por base estrutura de desfile de carnaval, onde você tenha uma comunidade que queira lutar por isso. Fazer um carnaval por fazer não quero, prefiro trabalhar em São Paulo – declarou.

 

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