União da Ilha faz junção das parcerias de Marquinho do Banjo e Aloisio Villar

Junção de sambas polêmica na União da Ilha. Na noite deste domingo, a escola definiu sua obra para o Carnaval de 2012 e como já era esperado, o presidente Ney Filardi juntou duas obras, mas com a maior parte ficando para os compositores Marquinhos do Banjo, Alberto Varjão, Eduardo, Alan das Candongas e Márcio André Filho. A outra parceria de Carlinhos Fuzil, Fabiano Fernandes, Aloisio Villar, Cadinho e Roger Linhares também cedeu versos para o samba oficial. Detalhe que durante a final, a parceria de Aloisio Villar fez a melhor exibição da decisão.

* Confira a letra do samba-enredo da União da Ilha para 2012

Na hora de anunciar o resultado, o presidente Ney Filardi discursou: – Já sei que vão falar que o presidente faz merda. Peço paciência. Me julguem só na quarta-feira de cinzas. O Ito Melodia não tem a segurança ainda de cantar o samba do jeito que ele vai para Avenida. De maneira democrática e imparcial, ouviu sugestões e optei pela junção – afirmou.

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O presidente da escola Ney Filardi falou ao CARNAVALESCO sobre a junção dos sambas e sobre os trabalhos no barracão ainda improvisado:

– Todas as obras dessa final são muito boas. Sei que nem sempre será dessa maneira, mas as vezes dois é melhor do que um. Quando surgiu a possibilidade de junção, começamos a fazer uma avaliação séria e responsável. Todos foram ouvidos (segmentos) e pessoas de fora também conversaram comigo. Nós temos um samba forte e alegre como é a característica da União da Ilha. Uma maquina de produzir alegria. Evidente é uma situação diferente. Se tivéssemos no barracão seria outra coisa. Atrapalhar nosso carnaval, não vai, pode apostar.

* Vídeo: veja como passou o samba da parceria de Aloisio Villar na final da União da Ilha

* Vídeo: veja como passou o samba da parceria de Marquinho do Banjo na final da Ilha

O intérprete da escola o sempre irreverente Ito Melodia também falou ao CARNAVALESCO sobre essa decisão do presidente: – O nosso presidente há três anos vem acertando na escolha do nosso samba. Vamos entrar com tudo. Esse samba representará muito bem à escola na Avenida. A letra fácil e uma melodia bem trabalhada, ajuda na hora do canto, não só o meu e sim dos demais componentes.

Marquinho do Banjo, um dos compositores vencedores, conversou com o site e analisou o resultado. – Eu acho que para chegar nesse consenso, a escola deve saber o que é melhor para ela. No ano retrasado, eu também entrei em uma junção. Nós pegamos o jeito de fazer samba com cara de ilha, eu gosto muito do refrão. Gastamos durante as eliminatórias aproximadamente R$ 40 mil.

Representante da outra parceria vencedora, Aloisio Villar, afirmou que o samba da parceria possui a cara da escola. – Quando pegamos o enredo assinamos um documento que é passivo a ter uma junção. A escola tem que fazer o que é melhor para ela. Nosso samba tem a cara da Ilha, bem irreverente. Samba para Ilha tem que fazer as pessoas felizes. O ponto alto do samba é o refrão do meio, as pessoas curtem muito. Demos sorte que aqui na Portuguesa é menor que a quadra então gastamos entre R$ 20 e 30 mil.

A final

Ito Melodia começou a final cantando sambas antigos e por aproximadamente 1h30 animou os presentes da grande final. Acompanhado pelo mestre de bateria Riquinho que brindou o público com várias bossas. Quem também estava no palco era a rainha de bateria Bruna Bruno. Em seguida, as apresentações dos quatro sambas finalistas começaram. Cada samba fez sua apresentação por 30 minutos.

Primeira parceria a se apresentar na noite foi de Fábio Sol. Com um refrão descontraído, usando palavras como “I Love you”, “red, White and blue”, a obra animou apenas sua torcida que cantou bravamente e ajudou a levar o samba. A segunda parte deixou a desejar por ter uma levada diferente da primeira fazendo com que o samba perdesse força, até voltar no refrão principal. O samba que tinha como sua principal força a irreverência, não conseguiu animar os segmentos da escola.

A próxima apresentação foi dos compositores da parceria de Marquinho do Banjo. Eles chegaram nessa final como um dos favoritos, e após as palavras do presidente sobre uma junção, o samba se tornou ainda mais favorito. Com uma obra bem pra cima e valente, Marquinho do Banjo, que interpretava o próprio samba, cantava sem deixar o samba cair um minuto sequer. Durante as passadas sem bateria, a torcida era solicitada a cantar e não decepcionava. Vale destacar o refrão principal, muito forte. A quadra respondia muito bem o samba durante toda sua apresentação.

A parceria de Jair turra subiu logo na sequência. O samba foi bem cantado ma quadra, não só pela torcida. Nas três passadas sem bateria a torcida levava o samba a partir da segunda parte até o refrão. Depois que a bateria entrou no samba os intérpretes cantaram com ainda mais empolgação. Quase no fim da apresentação novamente a parceria deixou os torcedores e alguns admiradores do samba cantarem, mas desta vez como auxílio da bateria ao fundo.

Fechando a noite foi a vez de Aloisio Villar e parceria. O intérprete Quinho defendeu o samba e logo no início pediu para a galera cantar e só parar quando desmaiar. A apresentação do samba foi muito boa. A quadra respondeu bem durante todo o tempo. Com uma letra fácil e irreverente, a parceria não demorou para conquistar o público e ver os presentes cantando o samba.

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