União de Jacarepaguá tem problemas de evolução e faz desfile com falhas

 

 

 

Não foi o desfile sonhado pela União de Jacarepaguá. Se apresentando com grandes alegorias e um enredo afro, fato que costuma render bons sambas e bons desfiles, a Verde e Branco de Jacarepaguá teve muitos problemas de evolução, comissão de frente se apresentando rapidamente em quase todas as cabines de jurados e com seu abre-alas, que era grandioso e de impacto, passando pela Sapucaí completamente apagado. A escola terminou seu desfile com 55 minutos, tempo máximo estipulado pelo regulamento, o que gerou grande comemoração de seus componentes na dispersão.

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O Enredo da União de Jacarepaguá não era de difícil leitura, principalmente em seu 2º setor que tratava das Savanas Africanas. Porém houve a troca de posição da Ala das Baianas que prejudicou o desenvolvimento do Enredo. Era previsto que a ala se apresentaria atrás do abre-alas, quando na realidade ela se apresentou na frente da primeira alegoria. O enredo da escola foi: "Os Yorubás: A história do povo Nagô", sendo a União de Jacarepaguá a segunda a desfilar.

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Comissão de frente e mestre-sala e porta-bandeira

A comissão de frente, do coreógrafo Alexandre Henriques, tinha a fantasia "Arugbo – O Ancião" e representava os antigos espíritos dos Yorubás. Ela se apresentou muito rapidamente em quase todas as cabines de jurados, com uma coreografia simples, sem momentos de grande inspiração e com pouco sincronismo. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Rogério Junior e Natália Monteiro, se apresentou com muita simpatia, mas com uma dança simples, sem se perceber muita interação ou cumplicidade entre o eles.

Harmonia

A harmonia não foi um ponto forte da escola. Diversas alas passaram com integrantes sem cantar o samba, se limitando a apenas cantar o refrão principal. Exemplos: ala "Oni Segun – O feiticeiro", ala "Emi Kinium – Espírito dos Leões" e ala "Yawos – Os iniciados no segredo não morrem jamais". O oposto foi a ala Eso – Feira Yorubana que cantou com vontade todo o samba enredo. O samba-enredo, apesar de bem cantado pelo intérprete Tiganá, não rendeu o esperado. Como já foi dito, apenas o refrão principal era bastante cantado pelos componentes.

Evolução e Conjunto

Evolução talvez tenha sido o grande problema da União de Jacarepaguá. A escola ficou parada por aproximadamente cinco minutos, fato que obrigou a escola a correr muito na metade final de seu desfile. No momento da entrada da bateria no recuo houve a abertura de um buraco na ala de passistas. Outro buraco foi aberto entre a ala Ye Ye Okan Omin e o terceiro carro. A escola conseguiu encerrar seu desfile no limite do tempo regulamentar (55 minutos), mas precisou correr bastante para conseguir. Muitas alas passaram desalinhadas, principalmente na metade final do desfile.

Fantasias

As fantasias ajudaram a leitura do enredo, principalmente as do segundo setor, repleta de animais africanos. A fantasia que destoou do conjunto da escola foi a da ala "Ya Omon Eja – A Travessia", que não apresentava chapéu e apenas uma malha.

Alegorias

As alegorias eram grandiosas e de muito bom gosto. Entretanto, o abre-alas, que era bastante impactante e luxuoso, passou pela Avenida completamente apagado, comprometendo o conjunto alegórico da escola. O uso de materiais alternativos, como descanso de pratos, gerou um bonito impacto.

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