Vem curtir bom samba, pode chegar

Nós últimos anos, disputa de samba da Imperatriz Leopldinense virou sinônimo de qualidade e grande concorrência entre as parcerias para ter o direito de ver a sua obra cantada pela Rainha de Ramos na Marquês de Sapucaí. Neste pré-carnaval, a história se repete e, mais uma vez, a agremiação da Zona Leopoldina tem ótimas opções de escolha. Um dos responsáveis por definir o samba da Imperatriz para o Carnaval 2012, o diretor de carnaval Wagner Araújo revelou a felicidade que a safra deste ano lhe despertou.
 
– A safra é ótima. Estou muito satisfeito. Até para montar a final com os quatro sambas que irão para a disputa no dia 17 de outubro terei muita dificuldade. Quando se tem apenas um samba fica mais tranquilo para a diretoria definir, mas no nosso caso, felizmente, não é assim. Creio que a adaptação dos nossos compositores ao novo estilo de desfile das escolas de samba têm ocasionado essas sucessivas safras de qualidade – disse o diretor de carnaval, com a experiência de mais de 20 anos na Imperatriz Leopoldinense.
 
De acordo com Wagner, a ausência dos sambas-enredo na grande mídia, fez com que a escola buscasse novos meios para que o componente fixasse o samba rapidamente. Para ele, letras resumidas de forma inteligente e melodias bem construídas compõem a fórmula que tem feito bem à Imperatriz. Mas, como nada é perfeito, existe também a árdua tarefa de lidar com o bloco dos insatisfeitos, formado pelos compositores derrotados na final ou eliminados precocemente durante a disputa. O diretor de carnaval da Imperatriz considera normal esse tipo de coisa e revela um detalhe da Imperatriz.
 
– Em qualquer competição as pessas ficam sempre preocupadas com a armação, maracutaia e malandragem. Na Imperatriz, nós falamos para a ala de compositores que é inadmissível gastar o dinheiro que se gasta no carnaval e ainda existir armações, interesses e escolhas baseadas em amizades. Acho muito mais ético culpar o conhecimento das pessoas que escolhem o samba. Felizmente nós temos acertado na escolha. Se pegarmos a média dos últimos dez anos, a Imperatriz é, sem dúvida, uma das ou, até mesmo, a escola que mais foi feliz na escolha dos sambas-enredo.