Vencedora do Estrela do Carnaval, bateria da Mocidade Independente celebra volta ao auge

Por Diogo Cesar Sampaio

mocidade_campeas_2018_098-copyApós anos de notas baixas e mudanças sucessivas no comando da “Não Existe Mais Quente”, a bateria da Mocidade Independente reencontrou o caminho para as notas 10. Mestre Dudu, em seu terceiro ano a frente dos ritmistas de Padre Miguel, ficou feliz com o reconhecimento através do prêmio Estrela do Carnaval. A festa de premiação acontece no dia 11 de março, a partir das 13h, na quadra do Salgueiro. A camisa-convite custa R$ 40 e dá direito ao prato de feijoada. A compra pode ser feita na quadra do Salgueiro, no horário comercial, no dia do evento, o preço será de R$ 50.

– Primeiramente, quero agradecer muito pelo Estrela do Carnaval. Eu estou muito feliz de ter conquistado esse prêmio. Para mim é um ano muito importante, porque eu carrego uma cruz muito grande, eu sou filho de mestre, carrego a bateria do mestre André, onde tudo começou, uma bateria pioneira, onde foi criada a famosa paradinha. Estou num momento muito importante. Foi um carnaval muito difícil, um carnaval sem dinheiro, mas com tudo isso conseguimos superar, consegui até alguns patrocínios bons para a bateria, alguns instrumentos novos. As notas revelam o que é nossa bateria. Foi um ano de muito trabalho, sacrifício, mas conseguimos superar. O sexto lugar não desceu, porque a gente queria pegar esse bicampeonato – disse.

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O comandante exaltou o trabalho de recuperação da levada típica da bateria da Mocidade. Ele relembrou o momento tumultuado passado pela agremiação há alguns anos.

mocidade_campeas_2018_102-copy– Fico feliz por esse resgate. Chegou um tempo que já estavam até zoando a nossa bateria. E agora, eu consegui chancelar esse formato, isso é histórico. Eu estou aqui para poder provar que a bateria da Mocidade é diferenciada sim, que a nossa bateria é cadenciada sim, e eu fico muito feliz de eu estar no comando e bateria receber o Estrela do Carnaval e a nota máxima. É muito importante para o nosso carnaval. E eu até falo que eu não faço nada demais. Eu faço o que é Mocidade de verdade, o que eu aprendi com os melhores como meu pai, com mestre André, que deixou esse legado aí para mim. Isso é Mocidade – exclamou.

Mestre Dudu disse ao site CARNAVALESCO como foi realizado o trabalho de resgate com os ritmistas da agremiação, e a importância do legado dos mestres André e Cóe para a bateria de Padre Miguel.

– Quando tem mudança de mestre é sempre um pouco complicado. A Mocidade ficou um tempo com essas mudanças de um mestre para o outro e isso é complicado. Estou na escola há sete anos, esse é meu terceiro carnaval sozinho, e eu não fiz nada demais. Eu só botei em prática o que eu aprendi com meu pai, que foi a nossa levada de caixa, a nossa afinação, o nosso chocalho, o nosso carreteiro do tamborim, tudo aqui é muito diferente. Eu estou feliz de manter e conseguir dar prosseguimento a esse projeto – garantiu.