Vila Isabel foge do padrão de qualidade e faz desfile cheio de problemas em fantasias e alegorias

 

 

Não parecia a mesma escola que no ano passado levou o título do carnaval. Com exceção dos quesitos harmonia e evolução, a Unidos de Vila Isabel passou pela avenida com problemas em seu conjunto estético. Em alguns casos, era nítida a ausência de fantasias e a improvisação nas fantasias de seus componentes. A escola também parecia ter um contingente inferior ao dos anos anteriores, o que deixava algumas alas, por exemplo, com apenas três fileiras de componentes. Com o enredo "Retratos de um Brasil Plural", a escola do Morro dos Macacos encerrou seu desfile aos 79 minutos.

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Comissão de frente e casal de mestre-sala e porta-bandeira

Na teoria, a ideia da comissão de frente de interagir com a xilogravura era boa, criativa. Porém na prática, a decisão não deu muito certo. Os três elementos cenográficos tinham como intenção apresentar figuras e formar o lema "Tem que respeitar", mas na hora da apresentação, com exceção da primeira cabine, as imagens e o slogan não saíram da maneira imaginada e tiveram a interpretação prejudicada. A coreografia e a encenação dos componentes foram o ponto alto, de uma comissão de frente que não levantou as arquibancadas. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marquinhos e Geovana, se apresentou bem no desfile da azul e branca. Com um pequeno erro de sincronia no quarto módulo, a apresentação pode ser considerada boa durante toda a avenida.

Harmonia e Samba-Enredo

A harmonia foi um dos pontos altos do desfile da Vila. A escola cantou forte durante os 79 minutos na avenida. A primeira ala da escola, chegava a gritar o samba interpretado por Gilsinho. Já o samba-enredo foi bem cantado pelo carro de som da escola e por toda a comunidade, apesar de não ter contagiado as arquibancadas.

Evolução e Conjunto

A evolução da escola também merece destaque na apresentação da Vila Isabel. A escola foi compacta durante toda o desfile, sem apresentar grandes falhas. Os componentes não estavam tão soltos para brincar o carnaval, mas vieram com um bom andamento durante toda a avenida.

Fantasias

Foi o quesito que mais deixou a desejar na escola. A agremiação não apresentou um conjunto de fantasias condizentes com uma escola que é a atual detentora do título. Em várias alas, era perceptível a tentativa de preencher a fantasia com macacões, e em um caso específico, a situação era mais problemática. A primeira ala tinha cerca de vinte componentes sem o chapéu da fantasia. A ala "Águas Vivas", que vinha após o abre-alas, desfilou apenas com um macacão azul e com os rostos pintados de branco. A partir do segundo setor, muitas alas apresentaram problemas de acabamento e a dificuldade de leitura e compreensão do enredo, chamaram a atenção.

Alegorias

Os carros alegóricos também deixaram a desejar na apresentação da Vila Isabel. No abre-alas, as composições vieram com biquínis e roupas de praia, totalmente descaracterizadas. Nas outras alegorias, em especial a quarta e a sexta, tinham problemas graves no acabamento dos carros, e bem abaixo do nível apresentado nos últimos carnavais.

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