Vila Maria encerra desfiles de São Paulo com drama de porta-bandeira e teme o rebaixamento

vilamaria_desfile2018_-25A Unidos de Vila Maria encerrou de maneira dramática os desfiles do Grupo Especial de São Paulo. Uma fatalidade atingiu a porta-bandeira Laís Moreira. Sua saia se soltou quando eles entravam na avenida. O desespero tomou conta da equipe de apoio da escola que em vão tentou encaixar a saia em seu corpo. Ela se apresentou de short, em uma imagem chocante e entristecedora para quem ama e respeita qualquer pavilhão. Sem qualquer solução para o drama a agremiação teve de mudar o casal que defenderia o quesito. Laís seguiu sua apresentação com um pano improvisado no local da saia e foi muito aplaudida por toda avenida.

* Clique aqui e confira as fotos do desfile da Vila Maria

Enredo

vilamaria_desfile2018_-14O desenvolvimento partiu da premissa de que foi o próprio Roberto Bolaños quem contou a sua história e de seus inesquecíveis personagens. A temática abordou em sua fase inicial a formação do México, com períodos importantes antes do surgimento do país. Em seguida foram mesclados os famosos personagens de Bolaños com figuras importantes da cultura mexicana.

Comissão de Frente

A comissão de frente fez uma encenação coreografada que remetia a uma mística e enigmática lenda pré-colombiana – sugerida pelo Cônsul do México ao Vila Maria – que remontava às origens do México, a lenda de Iztaccíhuatl e Popocatépetl.

Alegorias e Adereços

vilamaria_desfile2018_-33O Vila Maria passou Anhembi com os cinco carros permitidos pelo regulamento. A primeira alegoria recebeu o título ‘O berço que abrigou as civilizações, os maias e astecas. Quantas tradições’. A sequência do conjunto apresentou a alegoria ‘Chegou o espanhol, cruzando o oceano’. O terceiro carro da apresentação foi ‘Surgindo assim a miscigenação, violeiro ao som de maracas, de sombreiro alegria eu quero mais, na dança da Chica mexicana’. O quarto carro veio representando ‘Só no talento, eu ganhei o teu sorriso, e inocência do menino do barril, ganhou o mundo, se espalhou pelo Brasil, chamei pra avenida, toda essa turma para cantar a minha vida’. O desfile foi encerrado com o carro chamado ‘Sabor e festança até pra quem se foi com muita astúcia. Nossa escola desfila: arriba Vila!”.

Bateria

A bateria Cadência da Vila não poderia representar outro personagem, senão Chaves, a mais importante criação de Roberto Bolaños. Além de representar a figura mais importante do enredo a bateria deu um autêntico show no Anhembi. Não é por acaso que coleciona premiações no carnaval de São Paulo.

vilamaria_desfile2018_-41Fantasias

Os passistas da Unidos de Vila Maria vieram representando pimenta e cacau, tradicionais iguarias mexicanas. As baianas representaram na avenida a artista Frida Kahlo. Chapolin Colorado, outra famosa criação de Bolaños, veio representado na ala das crianças. Outros tradicionais personagens da Vila do Chaves estiveram em uma ala coreografada.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Everson Sena e Lais Moreira foram o sol no desfile. Antes que existisse o dia, os deuses mesoamericanos reuniram-se e criaram quem iluminaria o mundo e a humanidade: “O Sol”, o Astro-Rei, que traz a luz divina a cada amanhecer.  A saia de Laís Moreira rasgou no início do desfile e a escola precisou alterar os defensores do pavilhão para o segundo casal, o que certamente irá prejudicar a escola em alguns quesitos.

vilamaria_desfile2018_-54Samba, Evolução e Harmonia

O contestado samba do Vila Maria teve bom rendimento no Anhembi. As alas cantaram bastante. Wander Pires teve uma atuação firme e segura na condução da obra. O acidente com o casal prejudicou a evolução da escola, que se deu de forma irregular com muita lentidão no começo e aceleração no final, além do tempo parada para tentar solucionar o problema com a porta-bandeira.