Coluna Samba & Cia


Assunto mala esse sobre os desfiles das escolas de samba ser desvinculado do carnaval e com data fixa. Como estamos chegando ao final do ano, a lista com os concorrentes ao prêmio de assunto mala 2007 está grande.

Vejamos:
- Desfile do Grupo de Acesso B na sexta ou terça-feira?

- Desfile fora da época do carnaval

- Mônica Veloso na Portela

- Anúncio do enredo da Portela

- Desconfiança em relação ao título da Beija-Flor

- Justificativas das notas dos jurados

- Gravação do CD do grupo A: Rômulo Costa x Leonardo Bessa

- Marcos Lira x Dominguinhos e Gusttavo Clarão

- Viviane Araújo, rainha de bateria da Vila, Mangueira e Salgueiro

- Beth Carvalho x Mangueira, a continuação. . .

- Matérias sobre o Tuchinha vencedor de sambas

- O prefeito Cesar Maia dando uma de carnavalesco da São Clemente e da Mocidade

- Paulo Barros e os protótipos da Viradouro

- Delegado da Polícia Federal no Fantástico

Esses são alguns assuntos malas de 2007, o amigo fã de carnaval pode votar ou acrescentar mais alguma mala. Deixe sua opinião.

Abraços mil…

Sonhei que estava sonhando um sonho sonhado, onde quatro mulheres estavam tomando uns chopinhos no bar Amarelinho, na Cinelândia: Ângela Bismarck, Mônica Veloso, Janaína Barbosa e Luciana Gimenez.

Elas conversavam sobre a situação do Cordão da Bola Preta. Ângela dizia: “Vocês não acham que o Bola pela idade está precisando de botox”. Mônica Veloso afirmava: “Se mexer os meus pauzinhos no Senado arrumo uma verba para o desfile do Bola”. Janaína comentou: “Meu marido poderia dar uma força no programa dele”. Luciana Gimenez sentenciou: “O desfile de 2008 da Bola Preta será transmitido para todo o Brasil pela RedeTV!”.

Acordei assustado e pensei comigo: “Por que essas beldades que gostam tanto de aparecer no carnaval não procuram os dirigentes do Cordão da Bola Preta, principalmente, o Pedro Hernesto e oferecem uma quantia X para serem rainhas da mesa do Amarelinho no desfile de 2008”?

Manter viva a história do Bola é obrigação de todo folião. Mesmo com os descasos de péssimas administrações.

Quem não chora não mama. Salve, o Bola Preta!

Abraços mil!!!

Que surpresa agradável essas fantasias da Portela. O carnavalesco Cahe Rodrigues mostrou que está cheio de tesão para o Carnaval 2008. Com uma leitura bem definida e principalmente um desenho bem encorpado, Cahe saiu na frente de alguns medalhões, que parecem entediados com os vários anos de carnaval e que ultimamente só reclamam.

Confesso que não esperava tanto das fantasias da Portela, porque o enredo não me entusiasma muito. Mas, assim como o samba-enredo, as fantasias superaram a falta de impacto do tema de 2008.

Cahe Rodrigues tão criticado no enredo sobre a Xuxa, na Caprichosos, mostra que a Portela tem tudo para fazer um grande Carnaval em 2008 e subir alguns degraus na sua carreira de carnavalesco.

Com um ótimo samba e as fantasias apresentadas, os filhos da águia já estão ouriçados com a perspectiva de uma boa colocação da Portela. Seria ótimo para o nosso carnaval, se essa potência chamada Portela voltasse aos seus dias de glória.

Notinhas:
- Tem gente que é contra festa dos protótipos. Basta olhar o sorriso no rosto de cada portelense para entender a importância desse evento. Tá legal eu aceito o argumento: Em algumas escolas seria melhor que não tivesse festa de protótipos.

- Mônica Veloso, ninguém merece! Só o Renan.

- Parabéns Alex Oliveira. Viva o Rei!

- Cubango e Tuiuti, sambaços!

Abraços mil!!!

Discussão boa que toma conta do site sobre os protótipos das fantasias das escolas de samba. Muitos profissionais ficam incomodados com certas críticas sobre suas fantasias e não percebem que os críticos se decepcionam, porque conhecem a genialidade de alguns carnavalescos e esperam sempre mais desses profissionais.

Rosa Magalhães, Max Lopes, Renato Lage e Paulo Barros são exemplos de carnavalescos que alcançaram o patamar de craques. Portanto, D. João, Frevo, Rio de Janeiro, arrepio e etc. precisam de fantasias do nível desses profissionais. O que se espera deles é que saiam desse lugar comum e não falem que fantasia tem que ser uma leitura fiel do enredo e blá, blá, blá. Isso nós já sabemos.

Craques não podem ficar dando passe para o lado, como se fossem jogadores medianos. O que nós esperamos, mesmo em enredos mais batidos, são mudanças nos desenhos e nos materiais de confecção. Quase todos os carnavalescos já tiraram da cabeça, o que não tinham no bolso, porque não aproveitar essa experiência de primo pobre e criar algo menos luxuoso e que seja mais “impactante”.

Que D. João seja diferente de todos que já passaram pela Avenida, que a sombrinha do frevo seja a da Mangueira e não de Recife, já manjada na Sapucaí, que o sol do Rio brilhe como a estrela do Renato Lage e não como o sol dos turistas, que aparecem todos os anos na Sapucaí. Que a criatividade infinita de Paulo Barros, não leve apenas fantasias para arrepios de 80 minutos, leve sim, algo que durante um bom tempo continuaremos a nos arrepiar só de lembrar.

O que diferencia o craque dos normais é a genialidade, e, por isso Rosa, Max, Renato e Paulo têm a obrigação de colocar essa genialidade em campo.

Abraços mil!!!

Finalíssima na Imperatriz é como decisão no futebol. Os times (parcerias) não se arriscam muito, por isso, muitas das pessoas que estavam nas eliminatórias com certeza viram apresentações melhores dos sambas, do que na final. Mas, isso não tira o brilho de uma grande festa. De um lado a carnavalesca Rosa Magalhães com uma determinada preferência, do outro lado o presidente Luiz Drumond e o diretor de carnaval Wagner Araújo. Mas, não foi Rosa, Luizinho ou Wagner que decidiram o belíssimo samba da Imperatriz para 2008 e sim a comunidade da escola.

Foi emocionante ver baianas, bateria, velha guarda, harmonia e outros segmentos cantarem o samba vencedor com muita alegria e entusiasmo. Mais uma vez aquela máxima de que um bom enredo proporciona uma boa safra, esteve presente.

Parabéns para Josimar, Di Andrade, Carlos Kid, Valtencir e Jorge Arthur pelo o titulo. Parabéns também para Armênio e parceiros, Alexandre D’ Mendes e parceiros e Marco Balão e parceiros pelas excelentes apresentações nas eliminatórias.

Com um belo samba, um ótimo enredo, diminuição no número de alas comerciais, mais fantasias para comunidade e um mestre de bateria identificado com a escola fica impressão que o componente da Imperatriz irá cantar na quarta-feira de cinzas, Au revoir nono lugar.

Abraços mil!!!

Se tem uma escola que faz finalíssima de samba-enredo com a participação ativa de sua comunidade essa escola é a Unidos da Tijuca. Nesse sábado, a decisão não foi diferente, quadra lotada e um número muito grande de componentes.

Em algumas quadras nem parece que estamos numa escola de samba, devido ao grande número de “pára-quedistas” presentes. Na Tijuca é diferente. Basta dar uma volta no meio da quadra para sentir o calor humano, hoje tão escasso em algumas agremiações.

Deu um show Unidos da Tijuca, mostrando que escola de samba não é só para ser administrada de dentro de uma sala com ar-condicionado, mostrando que escola de samba não é só fantasia e alegoria, é principalmente a forma participativa de seus componentes.

A coroação ficou por conta da escolha de um belo samba que tem como sua principal característica, a valentia. A única coisa que gostaria de ver em relação ao samba é uma “subida” na segunda parte, após o refrão do meio, mas com certeza a harmonia da escola junto com o cantor Wantuir e o “chão” da Tijuca irão colocar esse samba de uma maneira uniforme.

Obs.: Ainda não dá para falar sobre a qualidade da safra de 2008, mas uma coisa é certa, teremos um grande número de sambas valentes, o que facilitará o trabalho dos diretores de harmonia. Tijuca, Portela, São Clemente e Beija-flor (esta com um samba tipo Romário, maravilhoso e cheio de marra, com uma melodia fantástica) são exemplos desse tipo de samba.

O fã de carnaval se quiser acrescentar mais algum samba valente, fique à vontade.

Abraços mil!!!

Essa final na Portela me fez lembrar um samba antigo que homenageia um grande portelense, Candeia. O samba diz: “A chama não se apagou e nem se apagará…”

Ao ouvir o samba-enredo vencedor e ver além dos veteranos, os “garotos” Júnior Scafura, Ciraninho e Diogo Nogueira, não tive a menor dúvida, a chama não se apagou e nem se apagará. Que belíssimo samba-enredo escolheu a Portela. Samba com S maiúsculo, faz lembrar grandes momentos da ala de compositores da escola.

O forte da Portela é sua história, seus grandes nomes, e, principalmente, sua apaixonada torcida que mesmo não ganhando título há muito tempo continua crescendo e muito. Fico imaginando essa torcida cantando o refrão final, batendo no peito e dizendo sou Portela.

Um grande samba-enredo, não é feito somente de letra e melodia, tem que ser um samba valente e identificado com a história musical de uma agremiação, esse samba da Portela tem todos esses ingredientes.

Parabéns aos compositores vencedores, mas parabéns principalmente a nação portelense, que deve estar até agora soltando o grito da garganta: SOU PORTELA!!!

Abraços mil! !!

Finalíssima no Salgueiro é coisa séria, se não chegar cedo não entra. Por isso eu e meu amigo Miro Ribeiro, por volta das 21h, já estávamos em uma das barraquinhas da Rua Silva Teles.

Cerveja gelada, passa um e passa outro, papo vai e papo vem, quando de repente uma figura, andando de um lado pra outro da rua me chama atenção. Na verdade, não era uma figura e sim uma figuraça. Calça branca, camisa vermelha e branca e um chapéu de malandro na cabeça. O baixinho e fofinho tinha um olhar que levava os pensamentos para bem longe.

Pensei comigo: “O compositor deve estar nervoso com a finalíssima”. Mas, depois de observar atentamente notei que aquele olhar não era de nervosismo e sim de angustia, pela espera da hora da confirmação de um desejo, o de ser bicampeão no Salgueiro.

Já passava das cinco e meia da manhã, quando o desejo se concretizou. Parabéns Dudu Botelho, agora, o entra e sai na Rua Silva Teles é só pra comemorar e soltar o grito da garganta: BICAMPEÃO!!!

Valeu rapaziada!

Obs: Se tivéssemos Estandarte de Ouro de melhor intérprete de final, com certeza após a apresentação no Salgueiro, defendendo o samba de Moisés Santiago e parceiros, o cantor Nêgo seria um forte candidato ao prêmio.

Abraços mil….

Gostaria de pedir licença ao amigo fã de carnaval para fazer um desabafo em relação a minha escola de coração, o Império Serrano. Já havíamos perdido o nosso casal de mestre-sala e porta-bandeira, Robson e Ana Paula, e nesta semana perdemos mais um craque do nosso time, o puxador Nêgo.

Não adianta contratar Márcia Lavia e o seu marido Renato Lage, não adianta colocar como diretor de carnaval o competente Waltinho Honorato, imperiano não de coração, mas com certeza por adoção. É preciso criar mecanismos para conseguir manter aqueles que realmente fazem a diferença, os craques do time.

Não estou aqui colocando a culpa especificamente em ninguém, a culpa é de todos aqueles que através de péssimas administrações deixaram o Império chegar nessa situação.

O presidente Humberto, grande imperiano, tem nas mãos uma escola mergulhada numa serie de dívidas. O que acontece hoje no Império é conseqüência de uma política errada que vem de longa data.

É preciso modernizar o Império sem perder a sua identidade. É preciso colocar o Império como uma escola politicamente forte. Hoje, não se reclama mais de notas baixas dadas a escola.

Existe há muito tempo um conformismo irritante com as péssimas colocações do Império. A hora do Império é agora, não pode esperar acontecer.

Meu medo é que assim como a União da Ilha, o Império também se acostume ao Grupo de Acesso e passe a ser uma escola de sábado e não de domingo ou segunda.

Vamos torcer por Márcia, Waltinho, Humberto, Atila e até por Carmen Miranda, mas vamos torcer principalmente que as vovós da Serrinha dêem uma ajuda e o Império volte aos seus dias de glória.

Na próxima coluna falaremos sobre os sambas campeões do Grupo Especial.

Abraços mil!…………………….

O primeiro samba do Grupo Especial para o Carnaval 2008 foi um samba descansado, ou seja, não participou de nenhuma eliminatória. Foi a fusão na Vila Isabel. Ao ouvir os sambas de outros anos na pré-hora da final, alguns até de compositores que estavam na finalíssima de sexta-feira, cheguei à conclusão que aquela história de que Martinho da Vila seria o vencedor da disputa de 2008, história essa contada pelos corneteiros, mesmo antes de começar a disputa, fez com que as parcerias entrassem para perder de pouco e não para ganhar de um monstro sagrado como Martinho.

A ala de compositores da Vila é bem melhor do que vimos esse ano. Com certeza, boatos e fofocas desmotivaram os compositores da escola. Tanto Bocão e André Diniz como Dedé Aguiar poderiam ter feito obras melhores, senão tivessem acreditado nos corneteiros.

Parabéns ao presidente Moises e ao diretor de carnaval Ricardo Fernandes que não se deixaram levar por nomes famosos e resolveram fazer o que eles achavam melhor para escola. A análise da fusão, eu deixo para o meu amigo Eugênio Leal.

Obs.: Que maravilha o casal de mestre-sala e porta–bandeira, Julhinho e Rutinha, um verdadeiro show de bola.

Semana que vem com a garganta novinha voltaremos com a coluna sonora.

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