Fotos: Danilo Freitas

A Portela fez na noite da última quarta-feira seu primeiro ensaio de quadra para o Carnaval de 2022. A azul e branco apresentou pela primeira vez o samba-enredo escolhido para o desfile do ano que vem. De acordo com a proposta da direção, apenas componentes das alas ímpares comparecerem ao treino. Vice-presidente, Fábio Pavão, revelou o modelo de preparação da azul e branco para o desfile do ano que vem.

“Ainda estamos adotando protocolos. Hoje, nós tivemos metade da escola, somente alas ímpares. A outra metade na semana que vem. Assim, a gente vai fazer durante o mês de novembro. A partir de dezembro, a gente espera fazer com a carga total e a comunidade em peso, além dos ensaios comerciais e em janeiro vamos para rua. Como o regulamento não mudou vamos com o mesmo número de componentes para o desfile de 2022.

O dirigente portelense ressaltou o canto do portelense e respondeu sobre a obra ter sido criticada na internet, mesmo sem ser executada na quadra e na voz do intérprete oficial, como ocorreu no primeiro ensaio.

“Quem viu hoje entendeu que a escola tomou uma decisão em uma questão técnica. O melhor samba para cantar e desfilar. O portelense vai entender isso ao longo do processo. Muitas pessoas criticavam na internet sem mesmo ouvir o samba. Aqui toda comunidade cantou hoje e aos poucos as pessoas vão entender a proposta da escola. Muitas pessoas já mudaram de ideia. O samba foi escolhido por aqueles que fazem o desfile, como a bateria, intérprete, harmonia e direção de carnaval. A diretoria só referendou. Apostamos com confiança. Não tenho dúvida que vamos fazer um grande desfile com esse samba”, garantiu Pavão.

O intérprete Gilsinho, como já é esperado pelo portelense, prometeu dar o melhor para condução do desfile e do samba da Portela. “Achei que o samba é muito bom, digno de ir para Sapucaí. Os três que chegaram na final tinham muita qualidade. A direção da escola optou por esse e, como sempre, vou fazer o meu melhor pela Portela”.

Ao site CARNAVALESCO, mestre Nilo Sérgio comemorou a performance da escola e da bateria no primeiro ensaio de quadra com toda escola junta na quadra.

“Foi a primeira apresentação do samba com a nossa comunidade e a bateria. Com todo rebuliço do que foi falado sobre o samba hoje foi mostrado que a comunidade aceitou e a potência. A Portela tem o povo muito forte. Foi emocionante. Estava com muita saudade. É o conjunto que a gente precisa a nossa força. Já fizemos duas bossas e temos mais duas. Uma na cabeça do samba que estou definindo. Agora, vamos ver o andamento do samba. Gravação é uma coisa e na quadra é outra. Vamos escolher o andamento confortável, o samba não corre, quem corre é cavalo. Será o nosso balanço. A leitura está bem definida para os jurados. Vou sempre atrás da nota máxima, ainda teremos algumas coreografias surpresas. O povo vai ver e sentir nossa bateria”, explicou.

A porta-bandeira Lucinha Nobre não participou do ensaio de quadra, já que treina com o mestre-sala Marlon Lamar em local separado, junto com a ensaiadora do casal. “Os nossos ensaios são separados e já começamos a fazer coreografia para os jurados. Tivemos uma ousadia em relação a fantasia que não foi bem aceita em 2020. Agora, o samba ajuda que é bem tradicional, como nossa fantasia, coreografia e já dei muito spoiler (risos). Fiz questão de vir hoje porque é importante ver como está o canto do componente. Fiquei muito feliz por ser o primeiro ensaio. Muita emocionada de ver a escola cantando”.

Lucinha Nobre elogiou o número de mulheres presentes na bateria da Portela.

“Reparei muitas mulheres na bateria e isso me deixou orgulhosa da minha escola. Achei incrível ver mulher tocando surdo, sempre teve mulher, mas hoje vi com posição de poder. A nossa bateria está muito boa”.

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