Chegou a hora do Grupo Especial do carnaval de São Paulo dar as caras no Sambódromo do Anhembi, depois de dois anos, nesta sexta-feira (22) teremos sete escolas abrindo os trabalhos. Os desfiles prometem grandes emoções com seus temas envolventes que iremos contar um pouquinho na matéria. Em geral são escolas lutando pelo seu primeiro título na história, apenas a Mancha Verde já foi campeã, e foi recente em 2019, assim como a Tatuapé que foi bicampeã em 2017 e 2018.

A briga será interessante no carnaval de São Paulo como o site CARNAVALESCO tem mostrado em suas redes sociais em ensaios técnicos e também nas visitas dos barracões, mas agora é a hora da verdade. Segue um pouco sobre cada escola e o que trará para a pista em 2022.

Tucuruvi – 22h30

De volta para o Grupo Especial com o vice-campeonato do Acesso, a Tucuruvi vai abordar uma reflexão sobre a essência do carnaval. O enredo é: ‘Carnavais….De lá pra cá, o que mudou? Daqui pra lá, o que será?’, ou seja, relembrar os tempos do carnaval disputado na Tiradentes, o que está acontecendo hoje, suas prioridades, e mirar o que está sendo plantado para o futuro.

O carnaval foi desenvolvido por Dione Leite e Fernando Dias. Terá a missão de abrir a elite paulistana, já com essa semente plantada para refletirmos.

Sobre a escola, caiu em 2019, após 2018 que não disputou devido a incêndio no ateliê que perdeu suas fantasias. Pois ficou na elite de 1998 até 2019, e chegou ao seu melhor resultado ao ser vice-campeão em 2011, faltou pouco, exatos 0,25!

Fundação: 1976
Melhor resultado: Vice-campeão do Grupo Especial em 2011
Títulos: Segunda divisão (1986), Terceira Divisão (1980) e Quarta Divisão (1978)

Colorado do Brás – 23h35

A agremiação chega ao terceiro ano consecutivo no Grupo Especial, e desta vez com seu carnavalesco André Machado trouxe um enredo de suas raízes: ‘Carolina: A Cinderela Negra do Canindé’. Vai homenagear a escritora negra, Carolina Maria de Jesus, com presença de sua filha, e promete fortes emoções.

Nos anos na elite, ficou em 11ª e 12ª lugar, manteve a escola, mas querem algo mais e por isso buscaram um enredo caseiro, afinal Carolina de Jesus era do Canindé, bairro vizinho do Brás.

Fundação: 1975
Melhor resultado: 11ª lugar no Grupo Especial em 2019
Títulos: Terceira Divisão (1979, 2000 e 2013) e Quinta Divisão (2011)

Mancha Verde – 00h40

Foto: Felipe Araujo/Divulgação Liga-SP

A terceira escola a entrar no Anhembi será a Mancha Verde, escola oriunda da torcida organizada do Palmeiras e que foi campeã em 2019. Para buscar o bicampeonato, terá o enredo ‘Planeta Água’. Vai saudar Iemanjá, e a importância da água em todas as esferas da vida.

O carnaval começou a ser desenvolvido por Jorge Freitas, mas Paolo Bianchi assumiu o projeto. A Mancha vem de três resultados positivos no carnaval, um terceiro lugar em 2018, o título em 2019 e no último carnaval foi vice-campeão.

Fundação: 1995
Melhor resultado: Campeão do Grupo Especial em 2019
Títulos: Primeira Divisão (2019), Segunda Divisão (2014 e 2016), Terceira divisão (2002), Quarta divisão (2001), Blocos Especiais (1997 e 1998) e Grupo Especial de Escolas Desportivas (2006 e 2007)

Tom Maior – 1h45

A Tom Maior terá o carnavalesco Flávio Campello, bicampeão do carnaval, para desenvolver um enredo curioso: ‘O Pequeno Principe no Sertão’. A junção do livro tão famoso e lido pelo mundo, do francês Antoine de Saint-Exupéry, junto com o cordel de Josué Limeira que adaptou para a realidade do sertão.

A escola bateu na trave do título inédito em 2018, ficando em quarto lugar, mas em 2017 e 2019 ficou na 12ª colocação com risco de queda. Já em 2020, último ano, ficou no 8ª lugar e sonhou em voltar no desfile das campeãs.

Fundação: 1973
Melhor resultado: 4ª lugar no Grupo Especial em 2018
Títulos: Segunda divisão (1995 e 1999) e Terceira divisão (1992)

Vila Maria – 2h50

Outra escola que busca o título inédito é a Vila Maria, e com o carnavalesco Cristiano Bara também trouxe uma reflexão, mas em relação ao futuro depois da pandemia. O enredo é: ‘Mundo Precisa de Cada Um de Nós. A Vila é Porta-Voz’. Visando essa reflexão, a agremiação da zona norte repensa a vida ao longo dos anos e outros desafios que o ser-humano já passou.

Em seis anos consecutivos no Grupo Especial, a escola tem mantido resultados no meio de tabela, mas chegou no 4ª lugar em 2019 e no 5ª nos anos de 2016 e 2020. Mas pelo discurso interno quer algo mais!

Fundação: 1954
Melhor resultado: Vice-campeão do Grupo Especial em 2007
Títulos: Segunda Divisão (1968, 2001 e 2014) e Terceira divisão (1998)

Tatuapé – 3h55

Bicampeã seguido recentemente, a Acadêmicos do Tatuapé do carnavalesco Wagner Santos desenvolveu o enredo: ‘Preto Velho. Conta a saga do café num canto de fé’. A ideia é um Preto Velho, entidade religiosa africana, narrar a história do café no Brasil.

Desde 2016, a escola vem brigando nas cabeças do carnaval. Foi vice em 2016, bicampeão em 2017 e 2018, depois teve o 7ª lugar atípico em 2018. Para em 2020 ser 4ª lugar, brigando pelo título até a reta final. A agremiação da zona leste cresceu de uns tempos para cá e quer continuar o ritmo!

Fundação: 1953
Melhor resultado: Bicampeão do Grupo Especial em 2017 e 2018
Títulos: Primeira Divisão (2017 e 2018), Segunda Divisão (2003), Terceira divisão (2010), Quarta divisão (1996), Quinta Divisão (1993) e Grupo de Seleção (1985)

Dragões da Real – 5h

Outra escola que tem batido na trave recentemente e busca o título inédito teve o retorno do carnavalesco Jorge Silveira que trouxe um enredo muito paulistano: ‘Adoniran’. É isso, a escola cantará Adoniran Barbosa através das suas músicas, que traziam relatos da cidade de São Paulo e de sua vida.

A escola mais jovem do Grupo Especial, a Dragões não quer saber para a idade, de apenas 22 anos. Já foi vice-campeã duas vezes em 2017 e 2019, e no Grupo Especial só ficou do 7ª lugar para cima, muitas vezes voltando para o desfile das campeãs.

Fundação: 2000
Melhor resultado: Vice-campeã do Grupo Especial em 2017 e 2019
Títulos: Segunda Divisão (2011), Terceira divisão (2004), Quarta divisão (2003) e Quinta divisão (2001)

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