A grande aposta da União da Ilha para a ala das baianas foi “Mãe Preta”. As baianas representam o que há de mais sublime no sincretismo, incorporando simultaneamente, a beleza negra de Aparecida, extraída da argila do Paraíba, com a pureza da ancestralidade africana, latente na pele de Oxum.

Na parte superior da cabeça, o adereço alterna entre o azul e o dourado. Quanto a roupa, apresenta um laço amarelo no centro e uma saia leve de cor predominantemente azul com alguns detalhes em laranja.

A baiana Maria Josemar de 73 anos, se mostrou bastante satisfeita com o resultado final de seu figurino. Alegou leveza da fantasia e com isso, uma maior facilidade para evoluir.

“Tenho uma ótima relação com Nossa Senhora e estou sempre pedindo proteção a ela por mim e pelos meus”, concluiu a doméstica.

Coopera de 63 anos, Vera Lúcia dos Santos, também baiana da escola, similarmente pontuou sobre a leveza de sua fantasia, que foi de seu total agrado.

“Nossa ala representa bastante alegria, a fantasia leve acaba ajudando na empolgação. Ano retrasado a nossa fantasia estava bem pesada. Sou devota de Nossa Senhora, então me encontro muito ansiosa para desfilar e almejar o Grupo Especial”.

A baiana Damiana Maona de 58 anos, não mediu palavras quando também questionada sobre o enredo da escola e a representatividade de sua fantasia. Defensora do enredo, a advogada acredita que o tema reacende a fé das pessoas mesmo em época de folia, carnaval.

“Com essa pandemia, senti que as pessoas ficaram muito egoístas, então desfilar com esse enredo maravilhoso e regado de amor e carinho é maravilhoso, principalmente para a nossa ala das baianas. Essa fantasia foi tudo o que eu pedi durante os meus cinco anos como baiana. Leve e belíssima, estou encantada ainda”, contou.

“Sou espiritualista, não sou devota de Nossa Senhora Aparecida, mas sou devota de Nossa Senhora da Conceição. Acredito que a representatividade esteja ligada ao fato de todas serem Nossa Senhoras. Temos que amar todas elas, mães daquele que morreu para nos salvar e que até hoje não damos o devido valor”.

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