As baianas da Mocidade Independente lembraram na avenida um dos encontros mais emocionantes entre a homenageada Elza Soares e sua escola de coração, a verde e branca de Padre Miguel. As tradicionais senhoras representaram o carnaval de 1976, quando a cantora defendeu pela última vez um samba da escola, no histórico desfile em homenagem à Iyálorixá baiana Mãe Menininha do Gantois. O samba daquele ano, cantado por Elza com o saudoso intérprete Ney Vianna, apostava que a passarela iria se transformar num cenário de magia lembrando a velha Bahia. No carnaval da década de setenta, o desfile criado pelo talentoso carnavalesco Arlindo Rodrigues deu à verde e branca o terceiro lugar. Agora, o independente acredita no campeonato da escola.

Em sua estreia como baiana da verde e branca, Flávia Rodrigues, de 42 anos, afirmou ser difícil carregar o peso de reverenciar uma mulher que canta as dores do Brasil.

“Prestar essa homenagem à Elza e poder ver a emoção dela no nosso desfile é muito especial. Fiquei um pouco nervosa com esse momento. Vejo como uma retribuição, ela merece muito”, desabafou.

A mais experiente baiana da escola, Luzia Moreira, com 85 anos, recordou com emoção os momentos de Elza ao longo da história da mocidade. E garantiu que desfilaria com a mesma garra dos seus primeiros carnavais, em respeito à deusa da Vila Vintém.

“A linda roupa que vestimos nessa noite é branca e prateada para abrilhantar ainda mais o desfile. Elza merece que a Mocidade tenha feito sua melhor apresentação porque ela é mais que uma mulher da nossa comunidade, ela é a própria voz da nossa escola”, contou.

A roupa desenhada pelo carnavalesco Jack Vasconcelos reservou uma emoção particular para Dona Luzia, por ser parecida com que a baiana desfilou pela primeira vez na escola de Padre Miguel no histórico “A festa do divino”. Carnaval de Arlindo Rodrigues em 1974.

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