A vida pregou peças na cantora Grazzi Brasil. Seu objetivo nunca foi ser uma intérprete na avenida, embora fosse uma admiradora e torcedora do Vai-Vai, a maior campeã do carnaval paulistano. Entretanto, a moça de bela voz vai para o seu segundo carnaval seguido como intérprete da escola do povo. Em entrevista concedida à reportagem do site CARNAVALESCO, Grazzi se disse alheia aos problemas políticos enfrentados pela escola.

“Até a mim está tudo tranquilo, não chega nada. Coisas internas se resolvem entre eles. O que me importa é o pavilhão. Todos que defendem o Vai-Vai precisam valorizar essa oportunidade que é unica”, resumiu.

O carnaval de São Paulo já teve uma grande cantora à frente de um carro de som que marcou época. Eliana de Lima, além de grande sucesso nos anos 90, desfilou à frente da Leandro de Itaquera. Grazzi valoriza as figuras femininas em carros de som e enaltece o crescimento de outras escolas no carnaval paulista.

“Eu tenho muito pouco tempo de carnaval. Eu acredito que todo mundo tenha direito de sonhar com um lugar ao sol, vejo com muita naturalidade essas escolas que se estruturaram e estão na briga”, pondera.

Além da responsabilidade de defender a mais tradicional dentre todas as agremiações de São Paulo, Grazzi reconhece o nível de responsabilidade, mas garante que o samba-enredo para 2019 tem a cara da Saracura.

“É muita responsabilidade, muita energia. Não é fácil, mas com amor é possível atender essa expectativa. Que bom que Deus me deus esse dom de cantar. É um samba preto. É bom contar a nossa história. Eu fico em êxtase quando canto essa obra”, define.

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