O vice-presidente da Beija-Flor de Nilópolis, Almir Reis, recebeu a reportagem do CARNAVALESCO no barracão da agremiação na Cidade do Samba para repercutir o quarto lugar obtido pela Deusa da Passarela no desfile de 2020. Embora a azul e branca tenha conseguido voltar às campeãs depois da má colocação de 2019, o dirigente não considera justas algumas notas atribuídas ao desfile nilopolitano e falou na entrevista que o desfile foi de campeão e que vai aguardar as justificativas para entender algumas notas que considera injustas.

A Beija-Flor conseguiu fazer o seu resgate. Qual o próximo passo?

“Dar continuidade ao trabalho deste ano, manter o padrão. temos coisas a acertar, não da forma como fomos julgados. A comunidade gostou, viram a Beija-Flor de volta e o segredo é dar sequência”.

Apenas duas notas 10 para a harmonia da Beija-Flor que se notabilizou por dar aula nesse quesito. O que você acha que pode ter havido?

“Eu tenho que esperar a justificativa. Mas quando recebemos as notas de evolução voltamos para o páreo, eu achei que ganharíamos o carnaval. A gente sabe o trabalho que foi feito. A escola estava leve, empolgada, cantando o tempo toda. Quando tomamos o primeiro 9,9 foi uma surpresa, quando veio o segundo foi uma ducha de água fria. Preciso aguardar as justificativas para entender onde eles viram esses erros todos em harmonia”.

Sobre o curso de jurados, você concorda que ele poderia ser mais consistente?

“No meu modo de ver a questão não é o curso ser aprimorado. A pessoa se tiver má fé você pode dar um curso uma semana que não vai adiantar nada. Agora se for um profissional sério ele vai fazer um trabalho correto. É uma questão de caráter. Eu não acho que seja devido ao curso que é dado não”.

Você acha que o título da Viradouro e o vice da Grande Rio com jovens carnavalescos representam uma renovação na estética dos desfiles?

“Tudo que fazemos tem renovação. Para todos o tempo passa. Vai acontecer comigo e com qualquer pessoa lá na frente. Eu fiquei muito satisfeito com os nossos experientes aqui, o Cid e o Louzada”.

Embora a Beija-Flor tenha gabaritado o quesito fantasias, a escola tirou um 9,9. Você acha essa nota injusta?

“Novamente, preciso aguardar a justificativa. Com todo respeito a outras escolas, mas teve co irmã tirando nota 10 que eu estou me perguntando até agora. As fantasias da Beija-Flor eram muito superiores. Eu preciso ler o que ele apontou para concluir aquilo que teve de errado”.

O que pode ser trabalhado para 2020 para que a escola volte a conquistar o título?

“Eu particularmente me senti campeão. Se analisarmos o desfile com calma e seriedade você verá que fizemos desfile para vencer. Sem desfazer da Viradouro, que foi muito merecedora. Gostaria muito de ter sido campeão, mas considero muito justo esse campeonato deles. Vou esperar nossas justificativas para ver esses erros todos que a comissão julgadora apontou”.

Muitos dizem que Anísio não quer mais investir na escola. O que tem de verdade nisso e como se manter competitiva sem ele?

“O Anísio tem 83 anos de idade. Está na hora dele descansar um pouco também. Acho difícil que ele se aposente, mas tirar um pouco o pé. Algumas coisas vão cansando, a falta de reconhecimento do poder público. Ano passado a escola fez uma aposta, não deu certo e vida que segue. Voltamos ao modelo tradicional esse ano, dentro de nossas condições. Usamos muito material alternativo. Deram o mesmo efeito. A palavra do Anísio vale muito. Ele enxerga coisas que nós não enxergamos”.

Paulo Barros está na pauta da escola? Da para garantir Cid e Louzada para 2021?

“Fomos 11º lugar em 2019 e não fizemos mudanças. Fomos 7º em 2014 e não mexemos. Olha quanto tempo Selminha, Neguinho e Raíssa estão conosco. A gente não prende ninguém. A Beija-Flor não trabalha com contrato, aqui tudo acontece na palavra. Quem saiu, o fez porque quis isso eu te garanto. Não somos uma escola de ficar fazendo mudanças”.

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