Após superar um acidente e uma cirurgia na cabeça, às vésperas do Carnaval 2020, Vilma Nascimento vai para mais um desafio; passar o Dia das Mães longe das filhas. O afastamento faz parte das medidas de prevenção contra a Covid-19. Desde o início da quarentena no Rio, a ex-porta-bandeira está na casa de Deise, a mais velha, e este domingo não poderá se reunir com Dilma e Danielle Nascimento, porta-bandeira do Tuiuti.

“É o primeiro Dia das Mães que a gente passa separadas, mas Deus sabe o que faz”, pondera o Cisne da Passarela, que aproveita o momento para dar um recado carinhoso a todas as mães do Brasil. Além de ser idosa, Vilma Nascimento também é diabética, por isso, desde o início da quarentena tem seguido as orientações das autoridades da área de saúde de ficar em casa.

“Não fiquem tristes porque Deus sabe o que faz, vocês estão separadas, fisicamente, dos filhos. Uns têm mãe, outros não, não tenho mais a minha e sei bem como é. Muita gente perdeu a mãe agora com esse vírus e não vai ser fácil. Então a gente tem que rezar muito pra que Deus ilumine as pessoas e alguém faça logo uma vacina pra gente poder viver em paz. Ele vai ajudar a gente. Também vou passar longe de duas filhas minhas, dos meus netos, bisnetos, do restante da família, mas tudo bem, estamos bem! Vamos rezar e, por favor, não saiam de casa, porque a situação está feia. Estou aqui presa, mas satisfeita porque estou bem. Um abraço para todas as mães do mundo. Um grande beijo de Vilma Nascimento”.

Dias das Mães diferente também para Danielle Nascimento

Este domingo também será desafiador para Danielle Nascimento, que pela primeira vez, não poderá abraçar Vilma no Dia das Mães.

“Ela está com a minha irmã mais velha, a Deise e, acredito que vá ter comemoração por lá. Uma das surpresas para ela será essa entrevista em que vou poder declarar todo o meu amor por ela. Amo muito minha mãe, ela sempre foi um exemplo pra mim, agora depois dessa superação, vai ser mais ainda. Me deu um exemplo que vou levar pro resto da vida. Vai ter chamada de vídeo também. Estou separada dela desde o início da quarentena, vou passar o primeiro Dia das Mães longe da minha mãe, fisicamente, né? Mas perto de coração. Mas sei que é por um bom motivo, pra ela ficar bem e a gente poder comemorar muito ainda, se Deus quiser! Ela não pode sair de jeito nenhum porque é do grupo de risco”.

O Dia das Mães é só no domingo, mas Danielle, que também é mãe, conta que seu presente chegou muito antes, ainda em fevereiro quando pode contar com a presença de Vilma na Avenida. Contrariando todas as expectativas dos amigos e do público, a ex-porta-bandeira, apareceu no domingo de carnaval, na Marquês de Sapucaí, para apresentar a filha em seu desfile pelo Paraíso do Tuiuti.

“Ela chegou de São Paulo no sábado e disse que estava se sentindo fraca, mas que iria fazer de tudo pra desfilar. No domingo, enquanto estava me maquiando ela chegou. Quando vi minha mãe chegando de cadeira de rodas, aquilo me destroçou! Ela frágil, sem maquiagem ainda, debilitada numa cadeira de rodas, já fui chorando, ela me olhou e disse: ‘Eu não falei que tinha que estar aqui por você? Eu vim por você’. Ela me abraçou, a gente chorou muito. E isso me deu a maior força. Foi uma mistura de sentimentos, que não sei explicar foram muitos sentimentos misturados”, relembra Danielle que teve a felicidade de ser apresentada pela mãe nos quatro módulos de jurados.

A volta de Vilma à Sapucaí foi um presente não só para Dani, certamente entrou para a história do carnaval. O Cisne da Passarela sofreu um acidente no metrô, em São Paulo, uma semana antes do carnaval. Com um coágulo na cabeça precisou operar, logo muitos concluíram que ela não conseguiria desfilar, mas a ex-porta-bandeira sempre se manteve firme e decidida.

“Todo mundo achava que eu não iria desfilar, antes de deixar o hospital a Deise perguntou pro médico se eu poderia ir pra Sapucaí, ele disse: ‘olha daqui ela está liberada agora é com ela, ela que tem que saber se vai conseguir ou não’. Quando recebi alta voltei pra casa de carro, paramos em Aparecida, rezei pra minha santinha pedi a ela que me protegesse e seguimos pro Rio”, relembra Vilma que tenta explicar como foi voltar a Sapucaí logo após o acidente.

“Quando cheguei no Rio, me arrumaram uma cadeira de rodas caso eu quisesse ir pro Sambódromo iria de cadeira pra não me cansar muito, mas não queria entrar de cadeira de rodas de jeito nenhum. Quando entrei foi uma choradeira. Foi muito emocionante, muito bonito. Depois que saí do Tuiuti ainda coloquei minha roupa e desfilei na Portela. Quando cheguei lá foi outra choradeira, todo mundo emocionado, o presidente (da Portela, Luis Carlos Magalhães) super emocionado também. Foi muito lindo, não sei nem explicar o que senti, foi muito forte, uma coisa de Deus mesmo. Foi uma surpresa pra todo mundo e até pra mim, não sabia que eu conseguiria ir, Deus foi muito bom pra mim, só tenho que agradecer a ele”.

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