A bateria Soberana dos Mestres Rodney e Plínio fez uma ótima apresentação. Com uma afinação de surdos simplesmente sublime, que amparou o bom trabalho envolvendo caixas e repiques, além do balanço irretocável dos surdos de terceira. Uma bateria da Beija Flor pautada pelo perfeito equilíbrio entre os naipes. O acompanhamento de peças leves foi a altura do belo trabalho da produção sonora da cozinha da bateria.

A ala de tamborins executou o desenho rítmico de forma limpa, chapada e extremamente coesa. Tudo entrelaçado musicalmente com um naipe de chocalhos que tocou com firmeza, dando volume à parte da frente do ritmo. As tradicionais frigideiras nilopolitanas agregaram o tom metálico peculiar ao ritmo. As paradinhas da Beija Flor aliaram uma concepção musical acima da média e execuções privilegiadas. Da pista, em nenhum momento a execução das bossas oscilou, mantendo um padrão perfeito de apresentação para os jurados, nos três módulos espalhados pela Avenida.

A paradinha de maior destaque musical foi a do refrão do meio, proporcionando um balanço ímpar para os desfilantes. Uma bateria da Beija Flor com trabalho pautado pela fluência musical, além da conversa rítmica entre os mais diversos naipes. Merece ressalva positiva a educação musical considerável dos ritmistas da Beija Flor de Nilópolis.

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