Por Matheus Mattos

Primeira bateria a desfilar do Grupo Especial do Rio de Janeiro, a Medalha de Ouro, do mestre Chuvisco, apresentou uma bateria com bossas repletas de informações de caixas, porém sofreu com descompassos de andamento e sobras nas realizações de determinadas paradinhas.

Ainda fora da avaliação dos jurados, o esquenta da bateria sofreu com algumas desatenções durante a execução do samba de 2016. A própria introdução de 2020 também teve oscilação de precisão na cozinha.

Durante a execução reta, a bateria preservou a resistência rítmica, tanto na cozinha quanto na execução dos instrumentos leves. O naipe de caixas se destacou. A afinação alta, boa divisão da batida e resistência durante a passagem contribuíram para a sonoridade.

Notou-se um descompasso da bateria no minuto 33 e uma execução com faladas da bossa que se inicia no trecho “Na lua de Jorge”.

A bateria também apresentou uma surpresa aos sambistas. Em determinado trecho, todos os ritmistas se abaixavam e os agogôs continuavam. Na primeira vez que foi realizado houve um descompasso com o carro de som. Já na segunda execução, na terceira cabine de jurados, a escola acertou com precisão.

O time de cordas valorizou a sustentação do samba e poucos arranjos. Falando especificamente dos cavacos, eles apresentaram um solo logo na entrada da segunda estrofe. No caso do violão de 7 cordas, aproveitou a execução do segundo refrão pra dedilhar com mais liberdade.

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