A bateria Tabajara do Samba de Mestre Nilo Sérgio fez uma boa apresentação. A boa afinação de surdos propiciou base grave sólida para que a terceira portelense brilhasse com seu toque envolvente. Além dos repiques e das primorosas caixas de guerra da bateria da Portela. Aquele molho peculiar e inconfundível das caixas da Portela foi notado. Peças leves preenchendo com consistência a equalização do ritmo. Tamborins tocando firme e com bom volume sonoro, fazendo um toque notável de 1 x 1, dando uma sonoridade exemplar no trecho do refrão do meio. A batida 1 x 1 consiste no mesmo toque das frigideiras e foi repetido também em trechos da primeira e segunda do samba.

Agogôs pontuaram melodicamente o samba com eficácia, além de uma ala de chocalhos com firmeza e coesão. A paradinha do refrão principal exibiu um arranjo musical soberbo, se destacando na narrativa musical apresentada pela bateria da Portela. Já a bossa do refrão do meio uniu musicalidade e movimentos dançantes para um lado e pro outro.

As apresentações nas cabines de julgadores ocorreu com solidez e sem nenhum transtorno musical evidenciado na pista de desfile. A melhor apresentação foi na última cabine dupla de julgadores, recebendo aplausos, num retorno visivelmente positivo do júri. A ressalva negativa fica para um chapéu de altura elevada, incomodando ritmistas e fazendo com que o trabalho de diretores fosse dobrado para sinalizarem as paradinhas de modo visível.

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