Por Matheus Mattos

Primeira da segunda noite de desfiles, a Fiel Bateria da São Clemente apresentou um andamento pra frente e firme pro desfile de 2020. Valorização da sustentação e bossas que aproveitam todos os naipes deram o tom.

Notou-se alguns descompassos da bateria na cozinha, inclusive um bem no início da entrada na pista. No geral, as paradinhas apresentadas pela São Clemente trabalharam bem a diversidade rítmica e criatividade. A parte prática foi bem aliada com a característica cômica do samba.

A bossa que é efetuada logo no refrão principal, e se estende até o meio da primeira estrofe, chamou a atenção pelas frases de caixas. Nela, sempre se acrescentava um toque a mais até o quatro, enquanto as marcações davam o compasso devido.

A paradinha no trecho “Tem Laranja, na minha mão uma três, três é dez” foi a que mais deu espaços para que os leves se destacassem. No começo, só os chocalhos e tamborins desenham, e no final toda bateria explode em frases antes da retomada por completo.

O time de cordas tiveram um desempenho que casou com a proposta da escola. Logo no verso “Brasil, compartilhou, viralizou” os cavaco realizam um pequeno arpejo que faz alusão ao hino nacional. Outro trecho notado foi “É o conto do Vigário”, que no caso aproveitam também os versos seguintes pra repicar e desenhar.

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