Por Matheus Matttos

Segunda bateria da primeira noite, a Furacão Vermelho e Branco apostou num andamento mais firme pro desfile. A proposta de valorizar o canto da escola foi visível, mas sem deixar de apresentar complexidades de ritmo.

Durante a execução nas cabines, duas mulheres tocando timbal apareceram de dentro de um tripé logo após o maior apagão. Além de levantar as arquibancadas, todo restante da bossa executada após foi realizada com eficiência.

Pra ajudar na precisão do apagão, um surdo de terceira no meio marcava o tempo. A entrada no recuo sofreu com algumas oscilações de andamento e falta de precisão da retomada dos leves. A apresentação na última cabine de jurados também contou com algumas falhas.

Entre os instrumentos, o chocalho mostrou um bom domínio técnico, ritmistas atentos e levada limpa. A maioria dos arranjos apresentados visavam valorizar o canto dos componentes, como o que zerava no “É Viradouro” e o apagão maior da última parte. Especificamente nesse, os ritmistas ficam 16 compassos sem tocar e voltam no mesmo andamento do canto dos componentes, uma boa precisão rítmica apresentada.

No trecho “É a voz da mulher”, os cavacos apresentaram um solo bem executado. No “ensaboa” um diferente arranjo também foi notado.

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