A bateria Ritmo Folgado (RF) de Mestre Demétrius fez uma apresentação muito boa. A afinação privilegiada de surdos deu sustentação e amparo musical aos demais naipes. O bom balanço dos surdos de terceira foi notado. O toque destacado das caixas de guerra da bateria da Cubango serviu como base rítmica. O acompanhamento das peças leves auxiliou no preenchimento da sonoridade, elevando a qualidade do ritmo.

Uma ala de tamborins com toque chapado, limpo e ressonante foi conduzida por um diretor de impressionantes quinze anos de idade. Tudo sincronizado com um naipe de chocalhos que tocou de forma firme e segura. As paradinhas misturaram complexidade de execução e boa concepção musical. A execução das bossas nos módulos de julgadores esteve ritmicamente impecável.

As passagens da bateria da Cubango por todos os jurados foram consistentes e equilibradas. O destaque musical ficou com a paradinha com solo de atabaques e agogôs de duas campanas (bocas), tanto pelo som quanto pela proposta cultural. Os atabaques tocavam com baquetas, o que remete ao Aguidavi, vareta de aspecto sagrado para percussão nos rituais de Candomblé.

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